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Política & Poder

Lula vira, bate Flávio Bolsonaro e se reelege para inédito 4º mandato, projeta Datafolha

Com 76,98% das urnas apuradas, o atual presidente tinha 51,17% dos votos válidos no segundo turno da disputa, contra 48,83% do senador pelo PL do Rio

Redação Jornal de Brasília

25/10/2026 21h02

brazil election runoff campaign

Foto: JUAN BARRETO / AFP

Igor Gielow – FOLHAPRESS

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 80, bateu o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e foi reeleito neste domingo (25) para seu quarto mandato, feito inédito na história brasileira, segundo projeção do Datafolha.

Para projetar a vitória de um candidato, o Datafolha acompanha os dados da apuração divulgados pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e, por meio de um sistema próprio, faz a projeção do resultado considerando o agrupamento de eleitores por mesorregião e natureza do município em cada estado.

Quando há um número razoável de votos apurados nesses agrupamentos, é possível estimar que um candidato não poderá mais ser ultrapassado e, portanto, projetar sua vitória.

Com 76,98% das urnas apuradas, o atual presidente tinha 51,17% dos votos válidos no segundo turno da disputa, contra 48,83% do senador pelo PL do Rio, que não pode mais alcançar o petista, segundo o instituto.

A vitória ocorre após uma campanha acirrada, na qual Lula ficou em segundo lugar no primeiro turno contra o filho de seu antecessor e antagonista Jair Bolsonaro, que está preso por tentativa de golpe de Estado após perder o pleito de 2022 para o petista.

O dia da eleição refletiu a tensão, com o Supremo Tribunal Federal adiando de forma inédita a votação em todo o país por duas horas, após queixa da campanha do PT sobre obstáculos à liberação do transporte público em dez estados, inclusive os populosos São Paulo e Bahia.

A confusão teve tintas partidárias. Apesar de o problema ter sido apontado desde cedo, o ministro do Supremo Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral associado ao bolsonarismo, não se mexeu. Coube ao ministro Cristiano Zanin, ex-advogado de Lula, determinar o prolongamento da votação, sendo seguido pelo colega.

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