O primeiro bloco do debate presidencial desta sexta-feira (23) terminou com Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) levando a disputa para diferentes regiões do país. Em uma sequência de perguntas sobre Sul, Norte e Nordeste, os candidatos confrontaram propostas para aposentadorias, saneamento básico, prevenção de enchentes, segurança pública e investimentos federais.
Ao abordar a região Sul, Lula lembrou a concentração de aposentados e questionou Flávio sobre como os benefícios previdenciários seriam tratados dentro da proposta de redução de gastos que chamou de “tesouraço”, comparando-a às medidas adotadas pelo presidente argentino Javier Milei. Flávio respondeu que pretende reajustar salários e aposentadorias acima da inflação e negou planos de privatizar Banco do Brasil e Caixa. O candidato afirmou ainda que pretende “reconstruir o Brasil” nos moldes do que atribuiu a Milei na Argentina e, ao falar do Rio Grande do Sul, prometeu trabalhar ao lado do governador Zucco para prevenir novas enchentes.
Na rodada seguinte, Flávio levou o debate para a região Norte e questionou Lula sobre o Marco Legal do Saneamento Básico. O presidente respondeu atacando o conhecimento do adversário sobre a região e lembrou a crise de falta de oxigênio no Amazonas durante a pandemia, associando o episódio ao governo de Jair Bolsonaro. Flávio evitou prolongar a discussão sobre o ex-presidente e afirmou que pretende ampliar os investimentos em saneamento seguindo as metas previstas no marco legal.
O Nordeste encerrou a sequência regional do primeiro bloco. Questionado por Lula, Flávio afirmou enxergar a região como “solução”, mas direcionou a resposta para a segurança pública. O candidato do PL acusou o governo petista de ter levado o Comando Vermelho para a região e afirmou que estados nordestinos estão entre os mais violentos do país. A declaração foi apresentada por Flávio durante o debate como crítica à atuação do governo federal.
Lula respondeu destacando investimentos realizados no Nordeste e citou a chegada de indústrias e hospitais à região. Em seguida, devolveu a cobrança ao adversário e questionou quais ações o governo de Jair Bolsonaro teria realizado pelos estados nordestinos. Com isso, o primeiro bloco terminou após percorrer infraestrutura, agronegócio, previdência, saneamento e segurança, em uma série de confrontos regionais entre os dois candidatos.