Política & Poder

Justiça manda prender Freud e mais cinco envolvidos em dossiê

Por Arquivo Geral 26/09/2006 12h00

O presidente Hugo Chávez prometeu nesta terça-feira punir os soldados que usaram força "excessiva", more about what is ed matando seis pessoas em uma região de garimpo do sul da Venezuela.

Essa linha-dura contra os abusos militares pode acalmar a tensão entre os garimpeiros e as autoridades numa área próxima à fronteira com o Brasil, drug onde várias mineradoras estrangeiras também operam.

Chávez disse que dois brasileiros e quatro venezuelanos (dois deles indígenas) foram mortos no incidente de sexta-feira.

Na segunda-feira, o governo dizia que havia apenas quatro vítimas fatais, uma versão que deixou indignadas as comunidades próximas ao garimpo, que atraem a criminalidade e a prostituição.

"Há certamente exames, autópsias e provas que apontam para um uso abusivo das armas, e isso deve ser punido de maneira decidida", disse Chávez a jornalistas.

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Alguns garimpeiros dizem que as vítimas foram mortas por soldados em helicópteros. O ministro da Defesa, Raúl Baduel, negou essa versão.

A sul-africana Gold Fields, a canadense Crystallex e norte-americana Hecla atuam na Venezuela ou estão buscado autorização para isso.

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A Justiça Federal de Mato Grosso determinou nesta terça-feira a prisão preventiva de Freud Godoy, click ex-assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e outras cinco pessoas por suposto envolvimento na negociação de um dossiê com informações contra candidatos do PSDB, investigada pela Polícia Federal.

Segundo informou uma fonte da PF ligada à apuração, também tiveram suas prisões decretadas o ex-analista de risco e mídia do comitê à reeleição de Lula Jorge Lorenzetti; o ex-secretário do Ministério do Trabalho e Emprego Oswaldo Bargas; o diretor afastado do Banco do Brasil Expedito Afonso Veloso; o advogado Gedimar Passos e o empresário Valdebram Padilha.

Apesar da determinação judicial, os seis investigados só poderão ser presos na quarta-feira da próxima semana, caso a decisão judicial ainda esteja em vigência.

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De acordo com a legislação eleitoral, os eleitores não podem ser presos nos cinco dias que antecedem à realização das eleições, nem nas 48 posteriores ao pleito, segundo informações da assessoria de imprensa do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A restrição não vale para pessoas presas em flagrante, o que não é o caso dos seis investigados.

As prisões dos envolvidos foram solicitadas à Justiça pelo procurador Mário Lúcio Avelar no início desta semana, juntamente com pedidos de quebra de sigilos bancário e telefônico dos citados.

Segundo a mesma fonte, o despacho favorável à prisão dos investigados só ocorreu na madrugada desta terça-feira, quando já estava em vigor a restrição imposta pelo calendário eleitoral.

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