O Brasil não precisa se preocupar com aeroportos na Copa; vem aí a carteira de trabalho on-line; imagem do país no exterior não foi afetada pelos black blocs; e mais capitais terão metrôs e VLTs após 2014. Essas entre outras revelações marcaram o I Encontro Nacional de Editores – Coluna Esplanada, promovido pelo editor Leandro Mazzini, em Brasília. O evento contou com a participação de cinco ministros do governo Dilma, autoridades e editores-executivos de jornais de 21 capitais, parceiros da Coluna. O tema debatido foi “Infraestrutura para a Copa do Mundo”.
As autoridades mostram estar sintonizadas e embora mostrem preocupação com o evento, também trabalham para que o Brasil cresça nos próximos anos. A ascensão da classe média e a falta de investimento em algumas áreas foram citadas como problemas para o crescimento do País.
Aviação civil
O ministro da Aviação Civil, Moreira Franco, explicou que o Brasil passou décadas sem investimento na área aeroviária, adicionado a isso, houve um grande aumento no número de passageiros, com a ascensão da classe média. Por isso, os aeroportos hoje não suprem a procura dos brasileiros que queiram viajar. Para melhorar a infraestrutura dos aeroportos, o governo apostou nas concessões, os aeroportos de Brasília, Guarulhos (SP) e Viracopos (SP) que já estão pleno vapor com reformas de ampliação.
Sobre a Copa, o ministro foi taxativo: “Não se preocupem com a Copa”. O que está se buscando é a modernização para melhor servir os passageiros. “No Brasil, as pessoas não são tratadas como clientes, como em outros lugares do mundo. Quando você viaja, entrega a sua vida para Deus”, brinca.
Mobilidade e turismo
O ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, sintetizou o que a Copa do Mundo de 2014 quer dizer para o País: “A Copa foi o catalizador para grandes investimentos no Brasil. Ela tem cumprido este papel. Era importante fazer isso”.
Na lista para as mudanças no transporte público, o governo investe em BTRs, metrôs, VLTs (Veículo Leve sobre Trilhos), e até em barcas e trens. Outra opção são os corredores exclusivos para ônibus, implementados em algumas captais do país, entre elas Brasília. Na capital gaúcha, a última aquisição foi o aeromóvel, um sonho antigo e que vive no imaginário dos porto-alegrenses e liga a estação de trem Estação Aeroporto até o Aeroporto Internacional Salgado Filho.
Para a Copa do Mundo, o Ministério do Trabalho vai fazer de tudo para que a garantia dos direitos seja uma realidade no País. Já foi descoberto, por exemplo, que uma empresa não cumpriu com as exigências mínimas de contrato. Dias trouxe um dado animador: durante todas as construções e reformas de estádios, apenas duas mortes foram registradas.
Uma pequena mostra
Presidente da Embratur, Flávio Dino, anunciou a última medida tomada para a Copa. Foi lançada a campanha “The World Meets in Brazil”, toda produzida em inglês para apresentar outras facetas culturais do país, além do “sol, praia, futebol e carnaval”. “Precisamos mostrar uma compreensão maior do Brasil”, afirmou.