O governo do presidente Lula anunciou nesta segunda-feira (19) que vai antecipar o pagamento do Bolsa Família, de forma que seus 50 milhões de beneficiários recebam o benefício antes do segundo turno no próximo domingo.
Após ter sido derrotado no primeiro turno por 47% a 45% dos votos, as pesquisas mostram Lula (PT) em empate técnico com o senador Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (2019-2022).
O governo alterou o calendário de pagamentos do Bolsa Família até o fim do ano para a mitigação de riscos excepcionais relacionados ao fenômeno climático El Niño, segundo uma portaria do ministro do Desenvolvimento.
O cronograma original previa que cerca da metade das famílias recebesse o benefício de outubro após as eleições, mas agora todas receberão antes da votação.
Jair Bolsonaro adotou medida semelhante antes do segundo turno de 2022.
Criado em 2003 por Lula em seu primeiro mandato, o Bolsa Família garante uma renda mensal transferida pelo Estado a famílias de baixa renda, mediante requisitos como a matrícula escolar e a vacinação em dia dos filhos.
Pouco antes do primeiro turno de 4 de outubro, Lula elevou em 15% o valor do benefício, cujo piso mínimo passou a ser de 691 reais por mês. Em seguida, afirmou em entrevista que não sabia que o programa estava há três anos sem reajustes.
“Não vou deixar de dar um benefício que posso conceder porque tem eleição”, declarou o presidente nesta segunda-feira ao SBT.
O senador Camilo Santana, coordenador da campanha de Lula, afirmou a jornalistas que a equipe econômica de Flávio Bolsonaro deu sinais de que planeja “acabar com o Bolsa Família nesse país”.
Flávio respondeu nas redes sociais que o programa está “garantido” em um eventual governo seu e acusou Lula de usar uma “estratégia de botar medo”.
Bolsonaro promete um “tesouraço” nos gastos públicos, sem detalhar quais setores seriam afetados, em meio a um cenário de deterioração fiscal.
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