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Governistas querem usar CPI da Petrobras para investigar divisões de lucro e obras nas gestões do PT

Parlamentares da situação planejam usar o instrumento de CPI para levantar os contratos de obras feitos pela empresa no passado

Por Lucas Valença 22/06/2022 6h04
Foto: Reprodução/Agência Brasil

Caso a CPI da Petrobras seja instaurada na Câmara, governistas pretendem usar o argumento de que o lucro fornecido pela estatal a seus acionistas é “abusivo”, mas que não seria reflexo da atual gestão. Dessa forma, usariam a comissão para recuperar as cifras fornecidas pela companhia durante as gestões petistas à frente da presidência da República.

Diferente do que ocorreu com a CPI da Covid, quando o chamado G7, composto por opositores do Palácio do Planalto e os considerados “independentes”, controlaram o rumo da comissão, o governo provavelmente terá maioria na nova CPI.

Sendo assim, avaliam integrantes do PP mais afeitos ao Planalto, a pauta e o decorrer das discussões continuariam sob influência do Executivo e, em especial, sob a liderança do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP).

Além de observar o lucro acionário concedido pela Petrobras durante as gestões do ex-presidente Lula e da ex-presidente Dilma Rousseff, parlamentares da situação planejam levantar os contratos de obras feitos pela empresa no passado.

Ontem, a presidente nacional do PT, a deputada federal Gleisi Hoffmann afirmou que o partido não assinaria o requerimento de criação da CPI e que se trata de “má-fé e oportunismo político”.

Aos líderes partidários e nos bastidores, em conversas com articuladores e lobistas de partidos, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP), tem garantido a abertura da CPI da Petrobras, caso o líder do PL, o deputado federal Altineu Cortês (RJ) consiga as 171 assinaturas necessárias para instalar a comissão de inquérito.

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