Funcionários da Prefeitura de São Paulo e do Metrô limparam, nesta segunda-feira, 12, o acesso a uma estação da Avenida Paulista que foi alvo de depredação e pichações durante o ato realizado pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no domingo, 11.
O Estadão esteve no local nesta segunda-feira e presenciou os trabalhadores da limpeza retirando adesivos em apoio ao petista e lavando a fachada de uma das entradas da estação Trianon-Masp. O vidro está trincado em diversos pontos.
Em nota, a Secretaria Municipal de Subprefeituras informou que equipes atuam na Avenida Paulista com “serviço de coleta de lixo, limpeza da via e do passeio, bem como de fachadas e muros pichados e vandalizados”.
Segundo a Polícia Militar, as ocorrências surgiram durante a dispersão dos manifestantes no domingo. Em vídeos gravados a partir da redação da CNN Brasil, localizada na Paulista, foi possível verificar pessoas na parte de cima da estação e pichações com as frases “Viva a Revolução” e “Bolsonaro nunca mais”. Não há indícios sobre quando elas foram feitas ou por quem.
O tema foi explorado por lideranças que apoiam o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). “E amanhã, será o trabalhador que eles tanto dizem defender, que irá limpar a sujeira, pichação e depredação que deixaram pra trás. O maior cabo eleitoral do Flávio é a esquerda”, escreveu o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) em seu perfil no X na noite de domingo
O deputado estadual eleito por São Paulo Douglas Garcia (União Brasil) também criticou a atitude dos manifestantes. “Vieram aqui, depredaram o patrimônio público, picharam, sujaram. E adivinha quem está limpando? (…) O trabalhador que eles dizem defender”, afirmou ele em um vídeo publicado nas redes sociais.