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Flávio Bolsonaro repete o pai, cobra TSE e cogita instabilidade nas eleições

Flávio repete o discurso do chefe do Executivo de levantar suspeitas infundadas contra as urnas eletrônicas

Por FolhaPress 18/05/2022 6h05

Matheus Teixeira e Renato Machado

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que o Brasil pode passar por “instabilidade” nas eleições deste ano, fazendo coro à estratégia de seu pai, o presidente Jair Bolsonaro (PL), de questionar a Justiça Eleitoral e lançar dúvidas sobre o resultado caso o mandatário perca o pleito.

“Olha o perigo de instabilidade que existe sim se o processo eleitoral acontecer com esse manto da desconfiança. Não dá para prever o que vai acontecer com o Brasil”, disse Flávio em entrevista ao SBT transmitida nesta quarta-feira (18).

Flávio repete o discurso do chefe do Executivo de levantar suspeitas infundadas contra as urnas eletrônicas e já rechaçadas pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Na última segunda (16), o presidente afirmou que a eleição pode ser conturbada. “Mas tudo pode acontecer. Podemos ter outra crise. Podemos ter umas eleições conturbadas. Imagine acabarmos as eleições e pairar, para um lado ou pro outro, a suspeição de que elas não foram limpas? Não queremos isso”, disse a empresários.

O senador disse ter certeza de que o pai vencerá as eleições caso os votos sejam contabilizados de maneira correta e afirmou que não é possível prever o que acontecerá caso ele seja derrotado.
Flávio cobra que o TSE acolha as sugestões feitas pelas Forças Armadas no âmbito da Comissão de Transparência Eleitoral da corte.

No início de maio, o tribunal negou de forma assertiva 3 das últimas 7 sugestões apresentadas pelos militares e disse que o restante já está em prática, ou seja, que não há o que mudar. “O TSE tem que garantir um processo seguro e transparente. [Caso continue como está], vai gerar desconfiança. O que vai acontecer eu não sei, se o TSE insistir nessa loucura e querer manter sob sigilo quem faz apuração da eleição. Algumas sugestões das Forças Armadas não têm por que o TSE não atender, porque não geram custo nenhum”, diz.

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O senador também critica a conduta do presidente do tribunal, Edson Fachin, em relação aos militares.
“Não está tudo certo, mais uma vez a narrativa. Por que o Fachin começa a agredir Forças Armadas como se fosse um ser intrometido, intruso em todo esse processo se foram eles próprio que convidaram? Se aceitaram convite e estão mostrando que tem problema, vamos resolver problemas, porque senão isso vai gerar desconfiança no resultado”, afirma.

Ele também critica os institutos de pesquisa e afirma que a rejeição do ex-presidente Lula (PT) é “altíssima”. “Não tenho como prever o que vai acontecer, mas é prudente que o TSE tome as providências para evitar que haja qualquer desconfiança sobre as urnas eletrônicas. Tanto o Datapovo como nossas pesquisas internas, é vitória de Bolsonaro no primeiro turno, disparado”, diz, repetindo a retórica bolsonarista de que as recepções ao presidente nas ruas são mais representativas do que as pesquisas de opinião.

E prosseguiu: “É óbvio que causa desconfiança na população, então estou confiante que o TSE vai cumprir a sua obrigação e vamos ter eleições aqui que sejam 100% transparentes e seguras, porque não dá para saber o que vai acontecer, com toda a sinceridade. O que está em jogo não é o resultado da eleição, quem vai ganhar uma disputa de par ou ímpar. É o futuro do Brasil”.

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