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Política & Poder

Flávio Bolsonaro quer mudar Constituição com maioria no Congresso

O candidato do PL ao Planalto recebeu apoio de Ronaldo Caiado e aposta na expansão das bancadas da direita em 2027

Redação Jornal de Brasília

06/10/2026 19h52

Flavio Bolsonaro

Foto: AFP

O candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta terça-feira (6/10) que pretende usar a nova maioria no Congresso Nacional para alterar a Constituição caso vença a eleição em 25 de outubro.

A declaração ocorreu em Goiânia, durante ato político ao lado do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), que anunciou apoio ao senador no segundo turno. Flávio não detalhou quais trechos da Constituição pretende modificar.

“Temos maioria no Senado e na Câmara para a gente mudar a Constituição, para a gente redemocratizar o país”, declarou Flávio Bolsonaro durante o evento. O parlamentar terminou a primeira fase da disputa com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A partir de 2027, o PL terá as maiores bancadas do Legislativo federal. Na Câmara dos Deputados, a bancada da legenda crescerá de 99 para 121 integrantes, enquanto no Senado o partido quase dobrará de representação, saltando de 15 para 28 assentos.

Apesar do avanço nas urnas, a sigla dependerá de alianças para aprovar qualquer Proposta de Emenda à Constituição (PEC). A aprovação exige três quintos dos votos em duas votações em cada Casa legislativa, o que representa pelo menos 308 deputados federais e 49 senadores.

Somada à bancada do Novo, que também apoia o candidato, a base inicial do PL na Câmara atinge 131 cadeiras. Para alcançar o número exigido para mudanças constitucionais, uma eventual gestão terá de negociar o apoio de legendas de centro, como União-PP, Republicanos, PSD, MDB e Podemos, além de siglas menores como PSDB, PRD, Solidariedade e Avante.

No Senado, a correlação de forças se desenha mais favorável ao grupo político do senador, com parlamentares de outras siglas alinhados a pautas bolsonaristas. A composição também fortaleceu o grupo favorável ao impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), estimado em 49 parlamentares, número que ainda fica abaixo dos 54 votos exigidos para cassação por decisão liminar do ministro Gilmar Mendes.

O crescimento das bancadas também movimenta as eleições para as mesas diretoras do Congresso. No Senado, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, indicou o senador Rogério Marinho (PL-RN) como candidato da legenda para concorrer contra Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), enquanto na Câmara o partido pretende usar seu peso para pressionar as negociações na sucessão de Hugo Motta (Republicanos-PB).

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