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Política & Poder

Eurides diz que dinheiro recebido em vídeo foi pago a mando de Roriz

Arquivo Geral

01/03/2010 9h22

 

Em seu blog, deputada distrital que corre o risco de ter o mandato cassado por quebra de decoro, ao aparecer recebendo dinheiro do ex-secretário de Relações Institucionais e ex-presidente da Codeplan Durval Barbosa, afirma que foi ao escritório de Barbosa a mando do ex-governador Joaquim Roriz, para receber dinheiro que serviria para pagar diversos encontros com comunidades realizados na campanha eleitoral de 2006. Assessores do ex-governador consideram a versão de Eurides Brito “fantasiosa”.

Segundo Brito, o texto em seu blog é uma versão mais ampla de um diálogo mantido com a repórter Alline Martins, do Jornal da Comunidade. Segundo a deputada, como o espaço para a publicação da conversa era pequeno, ela resolveu colocar a íntegra do diálogo em seu blog http://www.euridesbrito.com.br/.

 
Eurides conta que procurou Roriz, ainda no primeiro semestre de 2006, para ter alguma posição do ex-governador sobre sua sucessão, já que até aquele momento havia uma indefinição sobre os nomes de Arruda (ex-DEM) e Maria Abadia (PSDB), o que estava dividindo a base aliada.

Ainda segundo o blog, a deputada teria dito a Roriz que precisava organizar sua campanha e teria acertado com o ex-governador a realização de encontros com lideranças comunitárias. Segundo Eurides, ficou acertado que nestas conversas ela pediria votos para a candidatura de Roriz ao Senado e deixaria em aberto a escolha do candidato ao governo. Ela afirma ter realizado 12 encontros entre maio e junho de 2006. As reuniões incluíam confraternizações com café da manhã, almoço ou jantar. Ainda segundo Eurides, Roriz arcaria com essas despesas.

“Eu não poderia fazer isso sozinha e ele me falou para fazer, pois ele arcaria com as despesas. Entre maio e junho fiz 12 reuniões. Tenho endereços e nomes dos líderes que organizaram as reuniões e vou apresentá-las como testemunhas”, diz ela no texto publicado no blog. 

 
No final do blog, Eurides dá sua versão sobre o encontro com Durval: “Após a convenção (do PMDB), voltei a casa do governador Roriz e ele, para surpresa minha, perguntou se eu poderia voltar atrás e fechar com a Maria de Lourdes e eu disse que não daria mais porque fiz tudo como tinha sido combinado. Ele, então, me perguntou se já havia rodado o material. Eu respondi que não e ele me disse para não me esquecer de colocar o seu nome. Daí o lembrei que ele não havia pagado ainda o dinheiro das reuniões de esclarecimento das candidaturas ao governo. E que estava me fazendo falta. Ele brincou dizendo que a culpa era minha por não ter lembrado a ele e afirmou que no dia seguinte me pagaria. No dia seguinte, ele mandou me dizer para eu passar no Durval e eu passei e recebi”.

Segundo reportagem da TV Globo, Eurides afirma que poderá chamar o ex-governador como sua testemunha no processo de cassação a que responde. “Se necessário, sim. Não só ele como as pessoas organizadoras do evento. Creio que ninguém se furtaria”. Por meio de sua assessoria, o ex-governador do Distrito Federal afirmou que a acusação é “fantasiosa”. Roriz diz ainda que não acreditava que Eurides apresentasse uma “versão tão farsante”.

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