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Ernesto diz que Ministério da Saúde foi quem aderiu vacinas do Covax para apenas 10% da população

Brasil poderia ter comprado doses para 50% da população, mas preferiu a cobertura mínima. Pazuello deve responder sobre o tema amanhã

Por Willian Matos 18/05/2021 1h59
CPI da Covid ouve Ernesto Araujo Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo declarou nesta terça-feira (18) que o Ministério da Saúde foi o responsável por optar comprar vacinas do consórcio internacional Covax Facility que abrangessem apenas 10% da população. O Brasil tinha a opção de adquirir imunizantes suficientes para 50% dos brasileiros.

Perguntado pelo vice-presidente da CPI da Covid, senador Randolfe Rodrigues, se o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) participou da decisão sobre aderir vacinas para 10% ou 50% da população, Ernesto disse que não. O ex-chanceler acredita que foi o Ministério da Saúde o responsável pelo acordo.

O Covax Facility, consórcio criado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para auxiliar países na aquisição de vacinas, foi firmado em 24 de abril. O Brasil entrou no acordo cinco meses depois, no dia 24 de setembro, quando 170 nações já haviam aderido. Ernesto opinou que a demora não influenciou negativamente na vacinação brasileira e disse que o Brasil fez a adesão no prazo certo.

Ao ouvir de Ernesto que foi o Ministério da Saúde o responsável por comprar vacinas para apenas 10% da população, Randolfe declarou que “isso compromete gravemente a participação amanhã do Sr. Eduardo Pazuello”. Pazuello é esperado na manhã de quarta (19) na CPI.






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