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Política & Poder

Em debate, Flávio Bolsonaro não responde a Lula sobre “bolsa-farelo”

O candidato usou o termo para criticar programas sociais quando era deputado estadual.

Redação Jornal de Brasília

23/10/2026 22h49

Atualizada 24/10/2026 0h40

Foto: Lyon Santos/ MDS

Durante o debate da TV Globo nesta sexta-feira (23), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) questionou o senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre por que ele chamou o Bolsa Família de “bolsa-farelo”. Flávio não respondeu à pergunta sobre o termo, utilizado por ele em publicações antigas.

A expressão foi usada pelo candidato quando era deputado estadual do Rio de Janeiro. Em novembro de 2011, ele chamou de “bolsa-farelo” o programa estadual Renda Melhor, que complementava em até R$ 300 o valor recebido por famílias beneficiárias do Bolsa Família. Flávio foi o único a votar contra a iniciativa na Assembleia Legislativa, alegando que era clientelista e eleitoreira.

Na época, o senador defendeu limitar a dois anos o tempo de recebimento de benefícios sociais. Em junho de 2013, ele voltou a usar o termo, acusando o PT de perpetuar a pobreza para manter votos. As publicações foram posteriormente apagadas da conta de Flávio no X, algo confirmado por arquivos baixados pelo Estadão em junho passado.

Na reta final da campanha, a coordenadora econômica de Flávio, Daniella Marques, disse que um eventual governo do candidato criaria uma regra de transição de dois anos para beneficiários do Bolsa Família. Após repercussão, ela afirmou que sua fala foi distorcida.

O próprio Flávio gravou um vídeo garantindo a manutenção do benefício e acusando a esquerda de espalhar mentiras. No vídeo, ele afirmou que, em seu governo, famílias que conseguirem emprego com carteira assinada continuarão recebendo o Bolsa Família por dois anos, e não por um, como na regra atual. Este foi o último debate antes do segundo turno das eleições, marcado para domingo (25).

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