Política & Poder

Disputa pelos Estados mostra vantagem do PMDB e PSDB

Por Arquivo Geral 01/10/2006 12h00

Os jornais espanhóis El Mundo e El País e os argentinos La Nación e Clarín destacaram em sua edição deste domingo a possibilidade de haver disputa de segundo turno nas eleições presidenciais no Brasil.

Baseados nas últimas pesquisas eleitorais, approved page divulgadas no sábado à noite, pills eles afirmam que é grande a chance de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrentar o candidato do PSDB Geraldo Alckimin em um segundo turno.

O Clarín e o El País afirmaram que a perda da popularidade de Lula foi causada pelo escândalo da compra de um dossiê contra o tucano José Serra, candidato ao governo de São Paulo.

O El País e o La Nación ainda lembraram que as eleições acontecem quando o Brasil "ainda sofre" com o "pior acidente aéreo de sua história".

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O filho do ex-presidente da República Fernando Collor de Mello (PRTB), prostate Fernando James (PRTB), foi detido pela Polícia Federal com material de boca de urna de seu pai, que é candidato ao Senado por Alagoas.

Fernando James foi liberado e responderá a inquérito policial. Ele é vereador pelo município de Rio Largo.

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Depois de eleger o maior número de prefeitos em 2004, site o PMDB também deve eleger nestas eleições o maior número de governadores, podendo assumir a administração de dez Estados, de acordo com institutos de opinião.

Mas as pesquisas mais recentes indicam que nos sete Estados onde governa o PMDB, apesar da vantagem nas pesquisas, a decisão deve acontecer somente no segundo turno no Rio de Janeiro (Sérgio Cabral), Rio Grande do Sul (Germano Rigotto) e Paraná (Roberto Requião).

Governadores peemedebistas estão na frente também em Santa Catarina (Luiz Henrique), Espírito Santo (Paulo Hartung), Tocantins (Marcelo Miranda) e Amazonas (Eduardo Braga).

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O PMDB também aparece como favorito em Goiás (Maguito Vilela) e Mato Grosso do Sul (André Puccinelli). No Rio Grande do Norte, pesquisa Ibope mostra pequena vantagem de Garibaldi Alves sobre a governadora Wilma Faria (PSB).

No Rio Grande do Sul, a disputa é acirrada, com Rigotto liderando por pequena margem e Olívio Dutra (PT) e Yeda Crusius (PSDB) praticamente empatados, segundo as últimas sondagens.

"Não estou pensando nesta hipótese de não disputar o segundo turno" , disse Dutra a jornalistas após votar.

"Todos estão de olho em uma disputa onde há chance de uma mulher chegar ao governo", disse Yeda Crusius.

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No Rio de Janeiro, o peemedebista Sérgio Cabral não quis cantar vitória já no primeiro turno, diante das mais recentes pesquisas que sugerem a possibilidade de nova rodada em 29 de outubro.

"Os mineiros falam e eu sempre repeti isso na minha campanha, que eleição e mineração só depois da apuração. O que eu espero é ter uma vitória no primeiro turno, mas vamos aguardar" , afirmou Cabral a jornalistas após votar.

PSDB deve manter boa posição

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A boa votação nos Estados aumenta o cacife dos partidos nas negociações para futuras alianças políticas. Os governadores têm influência sobre deputados e senadores de seus Estados no Congresso, podendo ser bastante úteis na arregimentação de votos no Parlamento.

Além do PMDB, o PSDB é outro partido com forte influência nos Estados. Os tucanos elegeram sete governadores em 2002 e devem ficar com seis neste pleito.

De acordo com as pesquisas, o partido manterá o poder em quatro Estados: São Paulo (José Serra), Minas Gerais (Aécio Neves) , Pará (Almir Gabriel) e Roraima (Ottomar Pinto). Há também uma boa chance de manter o governo da Paraíba, onde Cássio Cunha Lima concorre à eleição em uma disputa acirrada com o peemedebista José Maranhão.

O PSDB deve perder, no entanto, o governo de dois Estados: do Ceará, onde o ex-tucano Cid Gomes (PSB) lidera as intenções de voto com ampla vantagem, e de Goiás, onde o tucano Marconi Perillo passou o cargo a Alcides Rodrigues, do PP, para concorrer ao Senado. O favorito na disputa é Maguito Vilela (PMDB), seguido muito de perto por Rodrigues.

Os tucanos têm, porém, a chance de agregar um novo governo, o de Alagoas, onde Teotônio Vilela Filho empatou nas pesquisas com João Lira, do PTB.

Em São Paulo, a vantagem de cerca de 30 pontos de Serra sobre o segundo colocado, o senador petista Aloizio Mercadante, indica vitória já no primeiro turno. "Minha expectativa é de vitória no primeiro turno e de Alckmin no segundo turno", disse Serra, referindo-se ao candidato tucano à Presidência, Geraldo Alckmin.

Em Minas Gerais, o governador tucano que busca a reeleição, Aécio Neves, tem 81% dos votos válidos, segundo sondagem Datafolha.

PFL no Norte e no Nordeste

O PFL, influente no Norte-Nordeste, pode ficar com quatro Estados. O partido deve manter o poder na Bahia, onde o governador Paulo Souto, apoiado por Antônio Carlos Magalhães, tem 44% das intenções de voto, segundo o Ibope, apenas pouco acima do total de votos válidos necessários para vencer o petista Jaques Wagner, que cresceu nos últimos dias.

Questionado, após votar, se estava preparado para um segundo turno, Souto disse a jornalistas: "Não, estou pensando muito firmemente em decidir as eleições ainda hoje. Sou candidato a mais quatro anos de um governo novo, com novas idéias de acordo com as novas demandas do Estado".

Animado com o desempenho recente, Wagner votou em Arembepe, a 50km de Salvador.

" Considero essa vitória na Bahia a mais importante, porque aqui ainda existe o que há de mais atrasado na política. Essa eleição está sendo acompanhada com muito carinho, inclusive pelo presidente Lula", disse o petista a jornalistas.

O partido também deve recuperar o governo do Maranhão, que era do PFL mas passou para o PSB quando o governador José Reinaldo Tavares rompeu com a família Sarney e deixou o partido em 2004. Roseana Sarney lidera a disputa com 60% das intenções de voto.

O PFL pode ficar ainda com o governo de Pernambuco (Mendonça Filho) e é o franco favorito ao governo do Distrito Federal (José Roberto Arruda).

A sigla deve, no entanto, perder o governo de Sergipe, onde o petista e ex-prefeito de Aracaju, Marcelo Déda, pode derrotar o atual governador João Alves já no primeiro turno.

PT E PPS

O PT, que e legeu três governadores em 2002, vai perder o governo do Mato Grosso do Sul, mas deve manter os governos do Acre e do Piauí e vencer em Sergipe.

No Mato Grosso do Sul, governado nos últimos oito anos por Zeca do PT, o peemedebista André Puccinelli lidera as pesquisas por uma ampla margem e deve se eleger ainda no primeiro turno.

No Acre, Jorge Viana deve fazer o sucessor, com a eleição do petista Binho Marques, e, no Piauí, o atual governador Wellington Dias é o franco favorito.

O PPS pode ficar com dois Estados: Mato Grosso (Blairo Maggi) e Rondônia (Ivo Cassol). O PDT deve eleger apenas um governador: Waldez Góes, no Amapá.






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