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Política & Poder

Dilma Roussef diz que revelação de fraude na Petrobras combate impunidade

Arquivo Geral

13/07/2007 0h00

A ministra da Casa Civil, price Dilma Rousseff, approved disse hoje que a revelação das fraudes envolvendo a Petrobras “combate” e “diminui a sensação de impunidade” e serve para “inibir” os que apelam para a corrupção.

Rousseff referiu-se à detenção de três funcionários da estatal que, segundo a Polícia Federal (PF), alteravam os resultados de licitações públicas para o conserto de plataformas marítimas e as concediam “a dedo” a determinadas empresas.

A PF suspeita que a quadrilha tinha conexões políticas, pois foi comprovado que pelo menos uma das empresas envolvidas fez doações a alguns partidos, entre eles o PT, em mais um escândalo de corrupção envolvendo a legenda governista.

Rousseff afirmou que não foi apenas o PT que recebeu doações da empresa e acrescentou que outros partidos também foram beneficiados por doações para campanhas eleitorais, mas sem citar quais.

A ministra negou que o surgimento de um caso de corrupção na Petrobras seja um caso generalizado na companhia. “Assim como não existem pessoas livres de suspeitas, também não há empresas livres de suspeitas, mas neste caso não falamos de uma empresa com um alto grau de obscuridade, mas de uma das mais transparentes que existem no país”, afirmou Roussef em um ato público realizado no Rio de Janeiro.

As autoridades dizem ter comprovado fraudes nos resultados de, ao menos, três licitações convocadas por Petrobras para reformas e trabalhos de modernização em plataformas que operam no litoral marítimo.

Os funcionários da Petrobras detidos, que já foram exonerados pela empresa, foram identificados como Carlos Alberto Pereira Feitosa, coordenador da comissão de licitações, Carlos Heleno Netto Barbosa, gerente-geral da unidade de serviços, e Romulo Miguel de Morais, gerente de plataformas.

Além disso, 14 pessoas foram detidas e foram emitidas ordens de prisão contra outras 12, todas ligadas ao estaleiro Mauá Jurong e à empresa de engenharia Iesa Óleo & Gás, ambas com sede no Rio de Janeiro.

A estatal tem um total de 318 plataformas marítimas em operações, das quais 186 são operadas em conjunto com outras petrolíferas.

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