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Política & Poder

Dilma diz que Brasil pode ser "parceiro importante" dos EUA

Arquivo Geral

17/03/2011 12h08

A presidente Dilma Rousseff considera que o Brasil, por seu potencial e o papel que está assumindo internacionalmente, pode ser um “parceiro importante” dos Estados Unidos, cujo presidente, Barack Obama, chegará no próximo sábado em Brasília.

Dilma, em entrevista publicada nesta quinta-feira pelo jornal “Valor”, disse que o que os dois países esperam da visita de Obama é “a progressiva consciência de que o Brasil é um país que assumiu seu papel internacional e que pode, por seus vínculos históricos com os EUA e por compartilhar a mesma região, ser um parceiro importantíssimo”.

A presidente brasileira esclareceu que os dois países podem construir essa associação estratégica, mas que o importante é a conscientização dessa possibilidade e de que o Brasil assumiu uma condição diferente em nível mundial.

De acordo com Dilma, os Estados Unidos têm que olhar agora ao Brasil como um país com uma importante reserva petrolífera, que não tem guerras, que não tem conflitos étnicos, que respeita os contratos e que tem princípios democráticos muito claros e uma forma de ver o mundo muito generosa e pacífica.

Porta-vozes dos dois países disseram que o principal assunto na reunião que Dilma terá com Obama no sábado é o econômico e o comercial, perante a possibilidade de aumentar o comércio e os investimentos bilaterais, e perante o interesse americano em abastecer-se com parte das gigantescas reservas petrolíferas que o Brasil descobriu em águas profundas do oceano Atlântico.

A presidente adiantou que uma das propostas concretas que lhe proporá a Obama será uma associação estratégica na área de satélites.

A governante esclareceu que o Brasil é um país que tem atualmente uma “oportunidade única” para poder abastecer ao mundo de petróleo, biocombustíveis, energia, minerais e alimentos, mas quer exportar produtos de valor agregado e que por isso necessita de associações estratégicas com outros países.

Citou a possível associação estratégica com os Estados Unidos na área de satélites, “especialmente para a avaliação do clima”.

Igualmente mencionou seu interesse de um acordo que permita que profissionais brasileiros em diferentes áreas se especializem nas melhores universidades americanas.

“Considero fundamental que o Brasil aposte na formação no exterior. Todos os países que deram um salto apostaram na formação de profissionais no exterior. Queremos isso nas ciências exatas, ou seja, em matemática, química, física, biologia e engenharias”, disse.

“Queremos uma associação com o Governo americano que nos garanta cotas nas melhores escolas”, afirmou.

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