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Política & Poder

Desempenho coloca coligação em xeque

Arquivo Geral

11/10/2013 11h05

A euforia petista com a decisão do PMDB de se manter na aliança pode não ser como anunciam os aliados de Agnelo Queiroz. Peemedebistas e pessoas ligadas ao vice-governador afirmam que o acerto é apenas um sinal de que ela possa ser reeditada em 2014 caso a gestão do governador deslanche, mas que Tadeu Filippelli pode não querer acompanhar Agnelo se o barco der sinais de que vá afundar.

 

Distritais apoiam o vice-governador, porém, em respeito a liderança de Filippelli, e não por concordarem com o modo que Agnelo trata sua base na Câmara Legislativa.

 

“O PMDB vai seguir a liderança do vice-governador Filippelli e isso é uma unanimidade. Os parlamentares vão respeitar o poder de liderança dele”, declara o vice-líder do bloco do PMDB, deputado Robério Negreiros.

 

São compromissos

 

Na reunião em que o partido sinalizou estar ao lado de Agnelo, ficou acertado que o PMDB resolverá os problemas de espaço político dos distritais Robério e Wellington Luiz. Compromissos assumidos pelo governador quando firmou a aliança entre os partidos. “O PMDB tem que ter o ônus e o bônus de sua participação política dentro do governo. O PT tem que honrar com os compromissos firmados”, ressalta Negreiros.

 

Uma pessoa próxima a Filippelli conta que a aliança entre os partidos tem prazo para dar frutos. “Não houve o firmamento de uma aliança, foi apenas um sinal. Se até abril o governo não deslanchar o PMDB não fica na aliança”, diz o assessor.

 

Ele afirma que Agnelo terá que pensar bem em quanto espaço dará aos deputados. “Será que o governo já percebeu que projetos importantes estão nas mãos do PMDB nas principais comissões da Casa?”, questiona.

 

Por enquanto, bloco é mantido

 

Os presidentes dos partidos que apoiam o Buriti evitaram  manifestações públicas de descontentamento no almoço promovido por Agnelo Queiroz para representantes dos 17 partidos da base aliada. Mas, depois, houve quem cobrasse uma evolução nas pesquisas. Pelo sim, pelo não, o Buriti informou-os que a aprovação do governo subiu 4%, de acordo com pesquisas do próprio GDF.

 

Para o presidente regional do PSC no DF, Egmar Tavares, a avaliação do governo não está sendo determinante e  movimentos de saída do bloco não parecem possíveis nesse momento. “Acredito que a base é muito sólida hoje, mas o futuro não dá para conhecer. Até junho do ano que vem muita água vai passar debaixo da ponte. Estando com os partidos juntos na eleição, a chance de reeleição é grande”, opinou.

 

Segundo Tavares, a orientação da executiva nacional do PSC é de que o partido deve continuar apoiando Agnelo, mesmo com a intenção da legenda de lançar candidatura própria à Presidência da República.

 

A base aliada

 

A base de apoio do governo Agnelo conta com 17 partidos: PT, PMDB, PV, PSC , PCdoB, PTdoB, PTC, PRP, PHS, PSL, PP, PTB, PPL, PRB, PEN, PTN e Pros, criado recentemente e presidido pelo deputado Ronaldo Fonseca, ex-PR. 

 

A tendência é que o PTB, do senador Gim Argello, também continue integrando a base em 2014.

 

Legendas como o PDT, PSB, PR e PPS abandonaram o governo por motivos diversos como denúncias, insatisfação ou descumprimento de promessas.

 

 O Solidariedade, validado recentemente pelo TSE e encabeçado pelo deputado federal Paulo Pereira, o Paulinho da Força, ainda não sinalizou se deve ou não se juntar aos outros 15 partidos alinhados com PT e PMDB.

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