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Política & Poder

Deputados distritais não atingem teto de verba indenizatória

Arquivo Geral

27/04/2012 8h28

Camila Costa
camila.costa@jornaldebrasilia.com.br

Os deputados distritais economizaram um pouquinho nos gastos com a verba indenizatória no primeiro trimestre deste ano. Nenhum dos parlamentares chegou a usar todo o valor disponível para o período, de R$ 51.334,70. A verba é garantida  para gastos com locação e manutenção, tanto de maquinário como de imóvel e veículos, despesas com combustível, assessoria ou consultoria e divulgação de atividade parlamentar.

O distrital que mais se aproximou do teto foi o recém-chegado Robério Negreiros, do PMDB. O parlamentar alcançou os R$ 47.519,16. O maior gasto do deputado foi com divulgação da atividade parlamentar, R$ 25.805. Segundo Robério, neste início de mandato é natural que os gastos sejam um pouco maiores que os dos outros deputados. Ele assumiu, em janeiro, a vaga de Benício Tavares, do PMDB, que teve o mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral por abuso de poder econômico e compra de votos.

“Fiz estudos de consultoria, tive que construir o gabinete, escritórios políticos, além de representar um gasto proporcional a três meses. Não apresentei gasto em janeiro, em fevereiro foi muito pouco, então este saldo significa um acúmulo”, explicou Robério. O parlamentar gastou ainda com imóvel (R$ 2.116,80), veículo (R$ 1.150,00), combustível (R$ 1.047,36) e consultoria (R$ 17.400).

Outro distrital que chegou bem perto do limite imposto por lei foi Olair Francisco, do PTdoB. O distrital também aproveitou o recurso para investir na divulgação do mandato, tendo gasto, com isso R$ 21.200 mil. De sua cota, R$ 12.400 foram usados para  serviços de assessoria e consultoria e R$ 12 mil foram gastos com aluguel de imóvel. A conta total do trimestre foi de R$ 46.987,59. “Tenho um andar de escritório, em Ceilândia, que é uma extensão do gabinete. Pago o aluguel, além de serviços de confecção de jornais, e da manutenção de um site”, contou.

transparência


Para Olair, o importante é estar com as prestações de conta em dia. “Quem trabalha gasta mesmo. Mas as notas estão publicadas, os contratos, tudo dentro da lei”, apontou. Wasny de Roure, do PT, segue a mesma linha de Olair. O parlamentar era um dos três distritais que publicava, antes de virar regra, todas as notas fiscais discriminadas, no site da Câmara. Wasny gastou R$ 43.425,76 no acumulativo de janeiro, fevereiro e março, e a maior despesa foi com combustível, R$ 13.365,76. “Concentramos os gastos neste período em duas coisas: gráfica  e gasolina, pois tivemos um programa de distribuição de matéria prima em assentamento de trabalhadores rurais. Então acabamos que fugimos um pouco do gasto normal”, justificou.

No primeiro trimestre, outros cinco parlamentares gastaram mais que o referente ao valor de dois meses da verba (R$ 31.292 mil): Aylton Gomes (PR), Benedito Domingos (PR), Celina Leão (PSD), Chico Vigilante(PT)) e Eliana Pedrosa (PSD).

Até janeiro deste ano, o valor total da verba indenizatória era de R$ 11.250 mil. Desde fevereiro, cada parlamentar pode gastar até R$ 20.042,35, valores que podem ser acumulados durante três meses.

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