Todas as deputadas distritais se manifestaram em plenário contra o estupro de uma jovem de 16 anos, no estado do Rio de Janeiro, e contra a “cultura de estupro” no país. A adolescente denunciou o crime na semana passada e afirmou ter sido violentada por 33 homens. O caso está sendo apurado pela polícia carioca.

Sandra Faraj (SD, na foto) demonstrou indignação em plenário com o abuso e violência contra as mulheres, e lembrou que o DF está na oitava posição do ranking de violência doméstica no Brasil. “As coisas precisam mesmo é sair do papel. A história de todas nós mulheres brasileiras é marcada pela violência, e já passou a hora de haver uma reviravolta” , desabafa. A deputada reforçou a importância da educação para coibir a violência contra a mulher e disse que muitos jovens estão com “valores deturpados”.
Celina Leão (PPS) alertou a todos para o vídeo que foi publicado na internet, em que a moça aparece desacordada em uma cama, enquanto homens a filmam. A distrital enfatizou ainda que o fato de a adolescente ter envolvimento com o tráfico de drogas e prostituição não desqualifica o crime hediondo cometido pelos agressores. “Se a palavra da vítima não basta no caso do estupro, o que precisa mais além do vídeo mostrando a moça desacordada, nua, para que a palavra da vítima seja reconhecida e legitimada? As imagens são cristalinas”, comentou.
A deputada Luzia de Paula (PSB) também questionou: “Quem são os filhos que estamos formando?”. Ela defendeu a união de toda a sociedade contra a violência contra a mulher e cobrou atitudes severas a curto prazo. Já a deputada Telma Rufino (sem partido) disse ser favorável à castração dos estupradores. A distrital lembrou, ainda, que a Casa vai realizar audiência pública para debater violência contra a mulher no próximo dia 6.
O deputado Raimundo Ribeiro (PPS) também se manifestou sobre o estupro coletivo acontecido no Rio de Janeiro na última semana. “É inconcebível conviver com esse tipo de atitude. Está na hora de a sociedade exigir uma discussão com resultados concretos”.
Fonte: Da redação do Jornal de Brasília/CLDF