Política & Poder

Datafolha mostra que Lula mantém vitória no primeiro turno

Por Arquivo Geral 23/09/2006 12h00

A diretora do Departamento de Políticas do Ensino Médio do Ministério da Educação, visit this malady Lúcia Lodi, defendeu hoje a implementação de um programa nas escolas públicas para desmistificar que o aprendizado da matemática é privilégio de poucos. “Essa área do conhecimento é fundamental para o desenvolvimento do raciocínio, do pensamento lógico, da capacidade de interpretar problemas e precisa ser incentivada como estratégia para melhorar a qualidade da educação básica”, declarou.

Lodi participou da solenidade de premiação de 46 estudantes pernambucanos vencedores da 1ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas, realizada em 2005. Eles receberam medalhas de ouro, prata e bronze, além de menção honrosa em cerimônia realizada no auditório do Centro de Tecnologia e Geociências, na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que contou também com a presença do ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende. Outros 37 alunos foram agraciados com bolsas de Iniciação Científica, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

O ministro Sérgio Rezende disse que a Olimpíada da Matemática contribui para aumentar os talentos na área científica, que o Brasil tanto precisa. “A matemática é ciência básica para engenharia, química, física e até mesmo biologia. Além disso, ela está presente no nosso dia a dia”, enfatizou. Cerca de 350 mil estudantes de 1.200 estabelecimentos públicos de ensino participaram da olimpíada, em Pernambuco.

Já no Brasil, o evento promovido pelos ministérios da Ciência e Tecnologia e da Educação, em parceria com a Sociedade Brasileira de Matemática e o Instituto Nacional de Matemática Pura Aplicada e apoio das secretarias estaduais de Educação, contou com mais de 10 milhões de estudantes inscritos em 31.028 escolas de 93% dos municípios do país. A olimpíada, que está na segunda edição, conta este ano com 14 milhões de inscritos.

Ter a sede das Nações Unidas bem à mão pode ter suas vantagens, shop mas também significa que uma vez por ano você terá de receber todos os líderes mundiais – inclusive aqueles que lhe chamam de diabo, drugs qualificam sua política externa de neocolonial e questionam a ocorrência do Holocausto.

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O presidente dos Estados Unidos, clinic George W. Bush, foi agredido verbalmente por vários dignitários mundiais nesta semana na sede da ONU, em Nova York, com destaque para os líderes da Venezuela, Hugo Chávez, e do Irã, Mahmoud Ahmadinejad.

O embaixador norte-americano na ONU, John Bolton, crítico contumaz da entidade, disse que a retórica antiamericana que dominou a Assembléia Geral este ano mostra ao público dos EUA o que realmente é a entidade.

"Talvez haja mais inclinação em ventilar essas emoções aqui porque eles acham que é possível obter uma recepção mais positiva", disse Bolton a jornalistas na sexta-feira. "Mas acho que esse comportamento não lhes dá nenhum crédito, e, certamente, não beneficia à ONU", acrescentou.

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Chávez foi o mais inflamado, chamando Bush de diabo. Em seu discurso, estufou o peito e balançou os braços jocosamente, comparando seu adversário ao ator de faroeste John Wayne.

O boliviano Evo Morales levou uma folha de coca para defender a legalização da planta. Acusou Bush de neocolonialismo, de chantagem e de tentar humilhar a América Latina.

Ahmadinejad disse que os EUA são agressivos e violam o direito internacional. Depois, foi debater com críticos que o convidaram para uma das principais entidades norte-americanas, o Conselho de Relações Exteriores.

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Naquele evento, segundo o New York Times, ele questionou repetidamente a ocorrência do Holocausto, no qual 6 milhões de judeus foram mortos pelos nazistas.

Bolton, que certa vez disse que "não faria grande diferença" se o prédio da ONU perdesse dez andares, afirmou não estar surpreso com tanta agressividade contra seu país.

"Acho importante as pessoas ouvirem isso, porque é uma reflexão sobre o que alguns desses governos pensam, e não acho que [os] ajude quando o povo norte-americano pode ouvir isso diretamente", declarou.

O chanceler do Iêmen, Abubakr Al Qirbi, disse que claramente há enormes diferenças de opinião entre o governo dos EUA e a população do Oriente Médio. Ele afirmou a jornalistas que "não há dúvida de que há algum antiamericanismo [na ONU]".

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"Infelizmente, qualquer crítica às políticas norte-americanas é vista como se fosse contra o povo norte-americano, e acho que todos respeitam e admiram o povo norte-americano, a democracia dos EUA, e assim por diante."

Mesmo países que há cinco anos manifestavam solidariedade aos EUA por causa dos atentados de 11 de setembro de 2001 agora parecem se distanciar da única superpotência do mundo.

Orador após orador – inclusive ministros de países solidamente aliados, como Turquia e Itália – deram ênfase ao multilateralismo sobre o unilateralismo, uma forma diplomática de dizer que os EUA não devem assumir sozinhos o papel de polícia do mundo.

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Os EUA pagam cerca de um quarto das contas da ONU, que reúne 192 países. Bolton defende uma ampla reforma na instituição.

Pesquisa realizada neste mês em um simpósio do conservador Instituto Hudson concluiu que 57 por cento dos norte-americanos acham que a ONU deveria ser desativada se não puder ser mais eficaz.

A mesma pesquisa disse que 73 por cento desejam que Washington assuma "um papel mais ativo" na ONU, porque essa seria "a melhor forma de influenciarmos os assuntos mundiais".

Países ocidentais conseguiram conter na sexta-feira uma manobra do bloco árabe e islâmico para declarar que Israel é uma ameaça nuclear, information pills o que poderia acontecer numa votação na sexta-feira na Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA, um órgão da ONU).

Por 45 a 29, foi aprovada uma resolução canadense de "não-ação", o que impede os países da AIEA de votarem uma moção que exigiria de Israel o uso da energia atômica apenas para fins pacíficos e defenderia a ausência de armas nucleares no Oriente Médio.

Por 82 a 2, acabou sendo aprovada uma resolução mais branda sobre Israel, também proposta por países árabes, "afirmando a urgente necessidade de que todos os Estados do Oriente Médio aceitem amplas salvaguardas da AIEA sobre todas as suas atividades nucleares".

Israel não admite nem nega ter armas atômicas. A maioria dos especialistas acredita que o Estado judeu tenha cerca de 200 ogivas nucleares.

Desde 1991, os países árabes se conformavam com uma declaração do presidente da conferência, o que tem menos peso, para manifestar sua preocupação com a suposta única potência nuclear do Oriente Médio.

Mas neste ano há um forte ressentimento entre os árabes com Israel por causa da recente guerra contra o Hizbollah no sul do Líbano. Por isso, não foi possível demover os árabes de apresentarem duas resoluções.

Vários países ocidentais, inclusive EUA e europeus, se juntaram para conter a resolução que falava em "ameaça", o que segundo representantes ocidentais abalava a tradicional busca da AIEA por consensos.

Inimigos dos EUA, como Venezuela e Cuba, e alguns países em desenvolvimento, como a África do Sul, aderiram à mal-sucedida tentativa árabe-islâmica de aprovar o texto.

Os países islâmicos também se queixam do que consideram uma atitude dúbia do Ocidente, que ameaça o Irã com sanções para que abandone seu programa nuclear, mas não exerce pressão alguma sobre Israel.

Israel considera que manter o Oriente Médio sem armas nucleares é uma idéia nobre, mas "frívola" e perigosa, uma vez que muitos vizinhos não reconhecem o Estado judeu, sendo que o Irã prega abertamente a eliminação do país.

Houve 19 abstenções na "resolução da ameaça", inclusive de Índia e Rússia, e três na votação das salvaguardas. Israel e os EUA foram os únicos a votar contra a resolução que exige salvaguardas da AIEA.

A resolução rejeitada não teria sido de cumprimento obrigatório. A aprovação da outra resolução representa a primeira vez que a conferência geral anual da AIEA toma uma medida relativa a Israel desde 1991.

Também na sexta-feira, o Brasil foi um dos 11 países eleitos para uma vaga na direção da AIEA até 2007.

 

A Coréia do Sul espera que o futuro governo japonês acerte as contas com o passado histórico da região, for sale fonte de várias tensões entre Seul e Tóquio nos últimos anos, disse o chanceler Ban Ki-moon na sexta-feira.

Segundo Ban, os laços comerciais e culturais com o Japão continuam fortes, mas seu país espera resolver as diferenças políticas e construir "relações mais voltadas para o futuro, mutuamente benéficas e mais amistosas" com a ex-potência colonial.

"Esperamos que o novo primeiro-ministro do Japão trate sinceramente dos legados do passado histórico e adote as abordagens necessárias e muito realistas para melhorar as relações bilaterais", disse ele.

"Desde que o governo japonês e sua liderança assumam uma atitude sincera, estamos dispostos à reciprocidade para tal atitude, e estamos dispostos a melhorar nossas relações bilaterais, voltando-as mais para o futuro", acrescentou.

Shinzo Abe foi eleito na quarta-feira para a liderança do partido governista japonês, o que o coloca no rumo de suceder o primeiro-ministro Junichiro Koizumi como chefe de governo.

As relações do Japão com a Coréia do Sul e a China estiveram no seu pior momento em várias décadas com Koizumi no cargo. A mudança de governo em Tóquio cria a expectativa de que tais relações voltem a melhorar.

A Coréia do Sul, colônia japonesa entre 1910 e 45, se opõe fortemente às visitas de Koizumi ao santuário de Yasukuni, onde criminosos de guerra japoneses são homenageados junto com vítimas de guerras do país.

Seul também se queixa dos livros didáticos japoneses, que apresentariam versões atenuadas da brutal história do século passado na região.

Ban disse que seu país sempre se opôs às visitas dos lideres japoneses a Yasukuni e continuará agindo assim no eventual governo Abe.

O advogado de Jorge Lorenzetti, drug ex-assessor da campanha à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, approved inocentou o presidente da República e o ex-coordenador da campanha, Ricardo Berzoini, no caso da compra de dossiê que ligaria políticos ao esquema de compra superfaturada de ambulâncias. De acordo com informações divulgadas hoje pela Polícia Federal (PF), havia material envolvendo "todos os partidos".

 

“Não há nenhum telefonema ou contato do presidente nem de órgãos da Presidência da República”, afirmou Aldo de Campos Costa, após o depoimento de seu cliente à PF, em Brasília. Lorenzetti não foi indiciado e continua na investigação como testemunha, segundo o advogado.

“O deputado Berzoini realmente não tem responsabilidade nenhuma nesse caso. O que houve foi uma notícia que lhe foi encaminhada rapidamente, de que havia uma pauta de interesse do partido, e que isso seria encaminhado à revista Época, para verificação de eventual interesse”, afirmou Costa.

O advogado revelou também o destino final do dossiê, se não tivesse sido apreendido pela PF. “Os documentos seriam entregues em São Paulo, para o senhor Hamilton”. Ele se referia a Hamilton Lacerda, que era o coordenador de comunicação da campanha de Aloizio Mercadante (PT) ao governo de São Paulo e pediu afastamento na última quarta-feira (20).

Lacerda admitiu ter participado das negociações com a revista IstoÉ para publicação dos documentos que envolveriam o candidato do PSDB ao governo paulista, José Serra, com o esquema de compra superfaturada de ambulâncias. Na ocasião, o ex-assessor disse ter procurado a IstoÉ “por livre e espontânea vontade”, sem conhecimento de Mercadante.

 

 

Uma semana após a crise da tentativa de compra de um dossiê por petistas, health o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) continua com vantagem suficiente para vencer a reeleição ainda no primeiro turno, pharm apontou a pesquisa Datafolha divulgada hoje.

A intenção de voto do petista oscilou negativamente dentro da margem de erro de dois pontos, de 50% para 49% das intenções, e ele soma 55% dos votos válidos – oito pontos a mais que o total dos seus rivais.

Depois de endurecer o seu discurso, o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, manteve a trajetória de alta das últimas sondagens e avançou dois pontos, no limite da margem de erro, passando de 29% para 31%.

A diferença entre os dois principais candidatos caiu de 22 para 18 pontos nos últimos dez dias.

A presidenciável do PSOL, Heloísa Helena, viu sua candidatura desidratar também dentro da margem: oscilou de 9% para 7%. Cristovam Buarque, do PDT, seguiu com os 2% detectados na pesquisa anterior.

Nulos, brancos e indecisos somam dez pontos, segundo o Datafolha, que ouviu 2.319 eleitores em 210 cidades ontem. A sondagem foi divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo.

Caso a eleição tivesse de ser decidida em segundo turno, Lula venceria, apesar de nova oscilação negativa para ele e positiva para Alckmin: 54% do petista ante os 39% do ex-governador paulista. Na pesquisa divulgada no começo da semana, eram 55% frente a 38%.

De acordo com o diretor-geral do instituto, Mauro Paulino, a alta de Alckmin não indica que haverá uma segunda votação porque Lula não perdeu votos substanciais para o tucano.

Para ele, a oscilação do candidato do PSDB é resultado de uma troca de votos entre oposicionistas.

Ainda de acordo com a pesquisa, no estado de São Paulo – o maior colégio eleitoral do País – a vantagem de Alckmin sobre Lula cresceu para dez pontos, após queda do petista de 39% para 35% das intenções e avanço do tucano de 41% para 45%.

Também dentro da margem de erro, a avaliação positiva do governo Lula recuou, passando de 48% de ótimo/bom para 46%. Os níveis de avaliações regular e ruim/péssimo permaneceram em 34% e 18%, respectivamente.

A rejeição a Lula é de 30%, a mais alta entre os presidenciáveis. Em seguida aparece Heloísa Helena, com 29%, e Alckmin, com 26%.

Na pesquisa espontânea, Lula tem 40% das intenções de voto e Alckmin aparece com 21%. Um total de 27% dos eleitores não souberam responder, segundo o Datafolha.

 






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