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Política & Poder

Daniel Vorcaro é apontado como sócio em rede de exploração sexual

Esquema recrutava refugiadas de países como Ucrânia e Venezuela e está sob apuração da Polícia Federal.

Redação Jornal de Brasília

13/10/2026 18h37

Foto: Reprodução

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro atuava como sócio oculto de uma rede de prostituição e exploração sexual de mulheres refugiadas, conforme investigações da Polícia Federal.

O esquema recrutava vítimas estrangeiras vindas de países como Rússia, Ucrânia, Venezuela, Argentina e Polônia. Além de financiar a estrutura da rede, Vorcaro também usufruía dos serviços prestados pelas mulheres.

Mensagens obtidas pela apuração revelam diálogos de Vorcaro com o promotor de eventos Diego Batista e com o empresário Leonardo Serrano. Nas conversas, o grupo usava termos pejorativos para se referir às vítimas e chamava as mulheres mais jovens de “Creche”.

A articulação teve início em 2023, após discussões entre Batista e Vorcaro sobre uma refugiada ucraniana de 19 anos. As tratativas para abrir uma agência de recrutamento continuaram em 2024, quando Batista enviou mensagem sugerindo o negócio: “Vamos fechar essa agência irmão? Ajuda muito pra segurar essas meninas?”.

Ainda em 2024, Vorcaro e o promotor organizaram uma festa para comemorar o aniversário de 19 anos de uma jovem a quem se referiam pelo apelido de “Mucilon”. Vorcaro tenta negociar um acordo de delação premiada desde 4 de março, quando foi preso na terceira fase da Operação Compliance Zero, que apura fraudes financeiras no Banco Master.

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