RJ Mitte, conhecido mundialmente por interpretar Walter White Jr. em “Breaking Bad”, morreu por suicídio aos 34 anos, segundo confirmação de um representante do ator. A morte ocorreu no domingo (12), em Brownsville, no Texas, pouco depois do aniversário da noiva, Kennedy Suarez.
Eu seguia pela Baía de Cascais com as amigas quando li a atualização e o passeio perdeu qualquer graça. Há notícias que pedem silêncio, respeito e nenhum tipo de espetáculo, porque uma vida interrompida tão cedo deixa um vazio que não cabe em manchete.

A morte de Mitte havia sido confirmada inicialmente pelo gabinete da juíza de paz do Condado de Cameron. À época, a autoridade não informou uma causa oficial e disse que uma autópsia seria realizada. Depois, o representante do ator confirmou à revista People que ele morreu por suicídio.
O ator ficou conhecido ao viver Flynn, filho de Walter White e Skyler White, nas cinco temporadas de “Breaking Bad”. Na série, ele deu visibilidade à paralisia cerebral, condição que também fazia parte de sua vida fora das telas.
Eu parei por um instante diante do mar, porque é impossível não pensar na dimensão dessa perda. RJ não era apenas um rosto de uma série histórica: ele se tornou referência para pessoas com deficiência ao defender inclusão, representatividade e espaço real em Hollywood.
Mitte e Kennedy Suarez estavam juntos havia anos e ficaram noivos em outubro de 2025. Em entrevista à People na época, o ator chamou a companheira de “parceira de vida” e falou da felicidade de construir um futuro ao lado dela.
A morte aconteceu depois do aniversário de Kennedy, celebrado no fim de semana. O detalhe torna a tragédia ainda mais dolorosa, mas não deve alimentar especulações sobre a relação ou sobre os últimos dias do ator, que não foram detalhados pela família.
Bryan Cranston, seu pai em “Breaking Bad”, lamentou a morte nas redes sociais e disse estar em “profundo desespero”. O ator afirmou que tinha carinho por RJ desde o início das gravações e que sentirá falta do colega.

Eu continuei a caminhada em Cascais pensando na lembrança que RJ deixa: um artista que transformou sua experiência pessoal em presença, trabalho e luta por mais respeito. Agora, o que fica é o luto pela família, pela noiva e por todos que encontraram nele uma voz de representação.