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CPI vai recorrer da decisão que livra Wilson Lima de depor

“Governador Wilson Lima, Vossa Excelência perde uma oportunidade gigante na sua vida”, declarou o presidente Omar Aziz

Por Willian Matos 10/06/2021 10h22
Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado

O presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), declarou nesta quinta-feira (10) que o Senado irá recorrer da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que deu ao governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), o direito de escolher comparecer ou não à comissão. Lima era esperado pelos senadores nesta manhã.

“Respeitamos a decisão da ministra Rosa Weber como temos respeitado todas as outras decisões que aqui foram impetradas contra esta comissão parlamentar de inquérito. Mas, acredito que o governador do Amazonas perde uma oportunidade ímpar de esclarecer ao Brasil mas, principalmente ao povo amazonense, o que de fato aconteceu no estado do Amazonas”, declarou Omar Aziz.

“Não é uma coisa rotineira. Faltou oxigênio, pessoas vieram a perder a vida, e o governador poderia explicar isso ao povo amazonense. Ele não terá uma oportunidade como teria hoje se estivesse aqui de dizer ao Brasil e ao Amazonas o que realmente se passou”, prosseguiu Aziz. “Governador Wilson Lima, Vossa Excelência perde uma oportunidade gigante na sua vida não só como homem público, mas também como pessoa”, finalizou o presidente da CPI.

Como Omar Aziz citou, a ministra Rosa Weber foi responsável pelo habeas corpus favorável ao governador. Segundo a magistrada, o governador tem o direito de não produzir provas contra si por ser alvo de investigações que apuram o desvio de verbas públicas na pandemia. A decisão de Rosa Weber vale apenas para Wilson Lima e não para os demais governadores convocados.

O depoimento de Wilson Lima estava previsto para o fim deste mês, mas foi antecipado a pedido do senador Marcos Rogério (DEM-RO), que citou que o governador foi alvo de operação da Polícia Federal. A ação da PF investiga fraudes na contratação de um hospital de campanha em Manaus-AM. Membros da Secretaria de Saúde teriam favorecido empresários locais a mando do governador.






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