A CPI da Pandemia segue para mais uma semana de depoimentos. Nos próximos dias, serão ouvidos dois personagens importantes no âmbito do Distrito Federal: o motoboy Ivanildo Gonçalves da Silva e o ex-secretário de Saúde da capital Francisco Araújo.
Ivanildo Gonçalves passou a ser observado pela CPI após o Jornal de Brasília denunciar que o motoboy sacou R$ 4,7 milhões em favor da VTC Log, empresa de logística contratada pelo Ministério da Saúde. Rapidamente, os senadores trataram de convocá-lo para explicar o caso. Ele será ouvido na terça-feira (31).
Já Francisco Araújo depõe na quinta (2/9), após dois adiamentos. Francisco é investigado em duas operações do Ministério Público (MPDFT): a Falso Negativo, que apura fraudes na compra de testes de covid-19, e a Ethon, responsável por investigar superfaturamentos em contratos com empresas fornecedoras de leitos de UTI. O ex-secretário, que já presidiu o Instituto de Gestão Estratégica (Iges-DF), chegou a ser preso no âmbito da Falso Negativo, mas já se encontra em liberdade.
Entre os depoimentos de Ivanildo e Francisco, há o do empresário e advogado Marcos Tolentino no dia 1º. Citado na CPI e tido como amigo do deputado federal Ricardo Barros (PP-PR), Tolentino é tido pela CPI como o verdadeiro dono da empresa FIB Bank. Apesar de ter esse nome, a FIB não é um banco. A empresa ofereceu carta de fiança à Precisa Medicamentos para a venda das vacinas da Covaxin ao Ministério da Saúde. O contrato suspeito foi suspenso pelo Ministério.