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CPI: Ministro chama Tebet de “descontrolada” e gera bate-boca

A fala do ministro gerou bate-boca entre os senadores, sendo chamado de “moleque” e “machista” por vários colegas de Tebet

Por Geovanna Bispo 21/09/2021 4h59

Durante depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário, chamou a senadora Simone Tebet (MDB) de “descontrolada”. Rosário teria pedido que a senadora relesse o contrato de compra da vacina contra a covid-19 Covaxin, já que, segundo ele, ela teria dito diversas inverdades durante o questionamento.

Segundo ela, o relatório demonstrava que houve omissão do órgão sobre o contrato. Tebet então o chamou de “engavetador”. “Bem, senadora, com todo o respeito à senhora, eu recomendo que a senhora lesse tudo de novo, porque a senhora falou uma série de inverdades aqui”, disse o ministro.

“Eu sou senadora da República, mas vossa excelência não pode dizer que eu devo ler de novo esse processo da Covaxin. Ele está se comportando como menino mimado”, respondeu Simone.

A fala do ministro gerou bate-boca entre os senadores, sendo chamado de “moleque” e “machista” por vários colegas de Tebet. Após a discussão, Rosário deixou a sessão.

A pedido do presidente da mesa, Omar Aziz (PSD), o relator da comissão, Renan Calheiros (MDB), converteu a condição de Rosário de testemunha para investigado.

Durante sua fala, a senadora afirmou que “a CGU não foi criada para ser órgão de defesa de ninguém”, sugerindo que o ministro atua para atender a interesses do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

“Petulante”

Mais cedo, em áudio vazado, Rosário já havia sido chamado de “petulante” por Aziz. Rosário teria respondido uma pergunta em tom considerado petulante. “Muito petulante, senhor presidente”, disse Calheiros. Aziz respondeu fora do microfone, mas o áudio foi registrado pela transmissão. “Petulante pra caralho”, respondeu ele.

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Em outro momento, o senador Tasso Jereissati (PSDB), que estava presidindo a sessão, também se incomodou com a postura de Rosário e o mandou “abaixar a bola”. “O senhor respeite essa Casa, baixe a bola”, disse.








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