O sonho de fazer uma festa de formatura do Ensino Médio, no fim do ano, foi por água abaixo para Rayan Junio, de 17 anos. Trabalhando no Palácio do Buriti há pouco mais de 20 dias, ele e outros 823 estagiários foram dispensados no dia 31 de março porque o GDF rescindiu o contrato com o Centro de Integração Empresa Escola (CIEE). “Agora, não vou mais participar da formatura. Ainda bem que nem entreguei o contrato”, lamenta.
, explica Rayan, cujo estágio era previsto para terminar somente no fim do ano. Eles foram avisados por meio de uma circular assinada pelo secretário adjunto de Gestão Administrativa, Alexandre Ribeiro Pereira Lopes, com data de 30 de março. Os estagiários, no entanto, ficaram sabendo da rescisão por e-mail encaminhando pelo CIEE.
Sem expediente
Felipe Ramos, de 19 anos, só soube na quarta-feira, um dia depois do fim do contrato. “Eu já estava lá na Administração de Taguatinga, quando fui avisado”, explica o estudante de publicidade.
Ele buscou o CIEE para conseguir uma explicação, mas o expediente fora suspenso ontem. A unidade volta a atender o público somente na segunda-feira. “Meu contrato era até o mês de maio e agora, do nada, rescindiram, sem nem um aviso prévio”, comentou.
Prorrogação máxima
Por meio de nota, a Secretaria de Gestão Administrativa informou que o GDF tem dois contratos firmados com o CIEE e que no dia 31 de março um deles foi encerrado, “por não haver a possibilidade de ser estendido”. De acordo com a pasta, o contrato foi prorrogado por 60 meses, prazo máximo permitido.
Está em curso, diz a pasta, um novo processo licitatório para a contratação de uma nova empresa. Até lá, os estagiários lotados na Secretaria de Saúde – contratados pelo outro convênio firmado com o CIEE – serão remanejados para atender todo o governo.
Salários de dezembro atrasados
Os deputados distritais ficaram sem sinal nos telefones celulares funcionais durante dois dias, por falta de pagamento. Alguns deles tiveram o serviço reestabelecido na manhã de ontem, já Ricardo Vale (PT) afirmou que ainda no início da noite estava sem poder realizar ligações com o chip cedido pela Câmara Legislativa. “O meu telefone funcional está sem ligar. Agora a tarde (ontem) ele parou e eu não sei o motivo. Estou usando outro número. Espero que consertem isso logo”, lamentou Vale.
Segundo a assessoria de um parlamentar que não quis se identificar, o distrital entrou em contato com a operadora ainda na noite de quarta-feira e foi informado que a conta estava atrasada há 36 dias.
O deputado Raimundo Ribeiro (PSDB), que também teve a linha suspensa, declarou que o serviço foi cortado porque a operadora não apresentou os comprovantes de pagamento, mas que, apesar do transtornos, as atividades parlamentares não foram prejudicadas.
A assessoria da Câmara Legislativa nega que as contas dos celulares dos deputados estivessem atrasadas. Segundo a Casa, o problema foi técnico e que as faturas do mês de março estavam na contabilidade da Câmara. O serviço foi reestabelecido, para a maioria dos distritais procurados, no meio da manhã de ontem.
A Câmara Legislativa cede a cada deputado dois chips. Um para uso do distrital e outra para uso do chefe de gabinete. Cada um com R$ 500 para ligações.