Francisco Dutra
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“Vamos ter que pilotar com a ponta dos dedos”, disparou o secretário de Fazenda Valdir Moysés Simão, referindo-se à proximidade dos gastos com pessoal do limite prudencial permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) no DF. Com a luz de alerta acesa, o GDF não fará contratação de novos servidores até o segundo quadrimestre de 2012 e grande parte dos reajustes salariais deve ser suspensa até o fim do ano.
Segundo o secretário de Administração Pública, Wilmar Lacerda, o problema teve origem em uma série de reajustes concedidos em 2010 por quatro governos, classificados por ele como “sem nenhum critério”. Mesmo assim, ele disse, o governador Agnelo Queiroz optou por manter os compromissos para evitar desgastes.De acordo com Lacerda, estes reajustes geraram um impacto de R$ 430 milhões na receita líquida neste ano – contando com os do ano passado e deste ano.
“Hoje nós estamos impedidos de fazer novas contratações de concursados por conta da impossibilidade financeira. Estamos tomando todo o cuidado. Já evitamos contratações, nesta semana, e nomeações de professores e (profissionais) na área de Saúde”. Segundo ele, o governador Agnelo Queiroz deve anunciar, na próxima semana, as medidas que serão tomadas para redução de gastos.
Na edição de ontem, o Jornal de Brasília mostrou que a Secretaria de Planejamento calcula que os gastos com pessoal no GDF na segundo quadrimestre deste ano deve chegar próximo a 46,40% do orçamento – bem próximos do limite prudencial permitido pela LRF, que é de 46,55%.
Leia mais na edição deste sábado (24) do Jornal de Brasília.