Há mais de dois meses, a coluna Esplanada, de Leandro Mazzini, havia antecipado, com precisão, o resultado do julgamento da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), anunciado na noite dessa sexta-feira (9). Por 4 a 3, com o voto de desempate sendo proferido pelo presidente da Corte, ministro Gilmar Mendes, a chapa vencedora das eleições de 2014 foi absolvida pelas acusações de abuso de poder político e econômico.
Ao sugerir que, com o saldo, o presidente Michel Temer permaneceria até 2018, o colunista afirmou ainda que mesmo que a chapa fosse cassada e Temer caísse, ele poderia manter a elegibilidade e disputar eleição indireta no Congresso Nacional, onde hoje tem a grande maioria.
Ação
Em dezembro de 2014, as contas da campanha da então presidente Dilma Rousseff e de seu vice, Michel Temer, foram aprovadas com ressalvas e por unanimidade no TSE. No entanto, o processo foi reaberto porque o PSDB entrou com uma ação na Corte por suspeitas de irregularidade nos repasses a gráficas que prestaram serviços à campanha eleitoral de Dilma e Temer. Neste ano, o relator Herman Benjamin incluiu no processo o depoimento dos delatores ligados à empreiteira Odebrecht investigados na Operação Lava Jato. Os ex-executivos relataram que fizeram repasses ilegais para a campanha presidencial.
Defesa
A campanha de Dilma Rousseff nega qualquer irregularidade e sustenta que todo o processo de contratação das empresas e de distribuição dos produtos foi documentado e monitorado. A defesa do presidente Michel Temer diz que a campanha eleitoral do PMDB não tem relação com os pagamentos suspeitos. De acordo com os advogados, não se tem conhecimento de qualquer irregularidade no pagamento dos serviços.