Amanda Costa
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A Universidade de Brasília (UnB) foi palco de um fenômeno que pode vir a se tornar nacional: a destituição da esquerda do comando dos diretórios centrais dos estudantes (DCEs). Na madrugada de ontem, a chapa 8 – Aliança pela Liberdade – sagrou-se a vencedora em uma disputa histórica.
Sob o rótulo de “grupo de direita” e “conservadora”, a chapa desbancou outras sete compostas por simpatizantes da esquerda, que historicamente comandavam o movimento estudantil. Para especialistas, o recado é muito claro: os estudantes querem renovação.
O voto de esquerda pulverizou-se em sete chapas com viés esquerdista, a partir do racha da atual gestão, liderada por uma tendência do PT, que tentava o terceiro mandato. Ao contrário do que pregava o bloco das chapas da esquerda, a chapa 8 é adversária da politização e, inclusive, critica o movimento estudantil partidarizado.
Para o cientista político David Fleischer, o resultado representa um embrião de um esgotamento da gestão das esquerdas nos DCEs. “Os estudantes acordaram e estão indignados com os mandos e desmandos da esquerda”, avaliou.
Para o especialista, embalados nas marchas contra a corrupção, que reuniram majoritariamente estudantes desvinculados de partidos políticos, estudantes que, tradicionalmente, não votam se sentiram motivados. Isso explicaria o total de 5.782 estudantes que se dirigiram às urnas para votar – o dobro do calculado nas eleições passadas.
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