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Política & Poder

Campanha de Lula acusa Kassio de demora para estender horário de votação e vê boicote

Tanto a campanha petista quanto a de Flávio Bolsonaro (PL) entraram com pedidos para estender o tempo de votação

Redação Jornal de Brasília

25/10/2026 20h09

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Ministro Kassio Nunes Marques. Foto: Rosinei Coutinho/STF

CATIA SEABRA, MARIANA BRASIL E JULIANA ARREGUY
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

Integrantes da campanha do presidente Lula (PT) avaliaram que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) demorou para decidir sobre a prorrogação do tempo de votação e veem boicote na redução do transporte público neste domingo (25) em diversas localidades.

Acompanhe na Folha de S.Paulo em tempo real a apuração do 2º turno Um dos porta-vozes da campanha, o ex-ministro Camilo Santana (PT-CE) disse que o presidente da corte eleitoral, Kassio Nunes Marques, demorou a decidir pela prorrogação.

Tanto a campanha petista quanto a de Flávio Bolsonaro (PL) entraram com pedidos para estender o tempo de votação.

“Houve um boicote claramente nas capitais principalmente no Nordeste que são oposição aos governadores como de Salvador, como São Luís que faltaram o transporte público. Isso não existe, nós temos uma democracia o povo tem direito de escolher seus representantes”, disse ele. “O Kássio Nunes demorou demais. Com certeza pra ter feito antes de encerrar a sessão.”

O coordenador-geral da campanha de Lula, Edinho Silva, disse que já está caracterizado o descumprimento da legislação por parte de prefeitos que dificultaram a viabilização dos transportes e disse não acreditar que a prorrogação do horário estimule pessoas que não votaram a ir votar agora.

“Nos outros estados nós estamos apurando ainda mas São Paulo e Bahia descumpriram a legislação o que é grave porque quem precisa de transporte público as pesquisas mostram é o nosso eleitorado portanto isso significa interferir diretamente no processo eleitoral isso é grave”, disse ele.

“Espero que a gente aprenda com esse processo eleitoral no Brasil e que a gente corrija que os erros são graves e isso enfraquece a democracia”, disse ainda.

O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) disse que o episódio de hoje é uma continuidade do que chamou de tentativa de golpe dos bolsonaristas. Junto a ele, outros aliados lembram o episódio de manipulação da PRF (Polícia Rodoviária Federal) em 2022, na época do governo de Jair Bolsonaro.

Dois aliados do presidente que estavam no hotel onde ele acompanha a votação disseram que não descartam a possibilidade de que ocorra uma nova votação, a depender do resultado. Um outro petista, por sua vez, pondera que deve haver cautela no discurso de anulação, uma vez que somente com um mapeamento total será possível mensurar os impcatos.

Segundo eles, a campanha avalia que haverá contestação do lado que for derrotado e que, no caso do PT, eles precisam avaliar as taxas de abstenção para entender se houve prejuízo à campanha de Lula.

Em São Paulo, por exemplo, se as urnas mostrarem maior abstenção na zona sul, onde houve muitas reclamações da falta de ônibus, do que em outras regiões, entendem que podem abrir reclamações por suspeita de boicote.

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