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Política & Poder

Cada vez mais frequente, políticos batem boca com seguidores na internet e parecem se arrepender

Arquivo Geral

10/06/2016 6h00

Bruno Fortuna/Fotos Públicas

Millena Lopes
millena.lopes@jornaldebrasilia.com.br

As redes sociais são um campo minado. A sensação de anonimato – ou mesmo perfis falsos – encoraja as pessoas a escreverem textos ofensivos e excessivamente sinceros. Com a constância de achaques pela internet, políticos têm perdido a cabeça no contato com os usuários. Como é o caso de figuras de comando na Esplanada dos Ministérios. A prática de se descontrolar nas redes sociais, frequentemente, vem seguida do arrependimento e do ato de apagar o post.

REUTERS/Paulo Whitaker

REUTERS/Paulo Whitaker

Tuiteiro antigo, como ele mesmo se intitula, o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima (na foto), dispara contra os internautas, nas interações que faz pela rede social. “Babaca” e “otário” são expressões usadas por ele nas redes sociais. Ao não gostar do que ouvia, apelou até para ofender a mãe de quem o estava questionando.

Nesta semana, após trocar ofensas com internautas, Geddel apagou os posts e, depois de desejar boa noite, retuitou uma frase para, quem sabe, justificar o estopim curto nas redes sociais: “Peixes (o signo) se irrita facilmente com pessoas sem noção. Não temos paciência para isso…”

A assessoria da Secretaria de Governo informou que Geddel sempre fez uso das mídias sociais, principalmente do Twitter. “Você pode observar os posts sempre de cunho pessoal. Portanto, sua conta nessa plataforma é pessoal”, diz a nota.

Na mesma onda

As contas institucionais é que, conforme informaram, são alimentadas pela assessoria de comunicação, que sempre divulga as ações da Secretaria e responde às indagações dos internautas.

Nem sempre as assessorias são polidas ao responder as provocações. Conhecido por se envolver constantemente em polêmicas, o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) solta o verbo na internet. E os assessores também. Ao responder a provocação de um internauta, que perguntou se o deputado não deixaria o Brasil se o impeachment da presidente Dilma Rousseff fosse aprovado no Congresso, a assessoria foi irônica no Facebook: “Pode chorar em dobro: o deputado não vai (e nunca disse que iria) e você foi enganado”.

O deputado costuma bater boca até com jornalistas nas redes sociais. A maioria dos comentários nos posts do perfil dele é de elogios.

Alguns fazem questão de interagir

No DF, grande parte dos políticos costumam ter os perfis nas redes sociais alimentados por assessores. Mas alguns fazem questão de interagir com os internautas diariamente. Conhecido pelas polêmicas e pela eloquência na defesa das ideias, o deputado federal Alberto Fraga (DEM-DF) é um deles.

Conforme a assessoria, ele usa o Twitter diariamente e, quando tem tempo, responde aos comentários no Facebook. Recentemente, perguntou a um seguidor que questionou se ele seria o próximo político a ser preso: “Deve ser piada, neh?!”.

Xingou, é deletado

No dia da posse, Rodrigo Rollemberg deu a dica de que teria participação ativa nas redes: o perfil oficial postou uma selfie dele, com a mulher e a filha, a caminho do Palácio do Buriti, com a hashtag: #partiuposse. “Quando tem tempo, ele mesmo responde aos questionamentos. Faz questão de ler os comentários e saber o que está acontecendo nas plataformas digitais que utiliza”, diz a assessoria.

As páginas do governador são bombardeadas constantemente com cobranças e críticas ao governo. Mas somente os comentários com palavras agressivas e discriminatórias, xingamentos, insultos, difamação, linguagem obscena, spam e dados de outros usuários são apagados, dizem os assessores.

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Pressão por nomeações

As redes sociais dos políticos do DF estão infestadas de aprovados em concursos públicos. Eles se organizam em grupos para pressionar deputados e o governador pelas nomeações.

Da comissão de aprovados no último concurso da Polícia Civil, José Morais entende bem do ofício de pressionar pela internet. Diz que nunca foi destratado por político. “Na verdade, eles fazem é elogiar nosso trabalho”, explica.

O grupo tem estratégia de mobilização e se o post for sobre segurança pública, lá vai algum deles postar a hashtag #nomeiaPCDF.

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