Guilherme Boulos partiu para o ataque contra Flávio Bolsonaro (PL) nos primeiros minutos desta sexta-feira (23), após o encerramento do prazo estabelecido para a entrega das autorizações relacionadas à abertura dos sigilos dos candidatos à Presidência. Em publicação no X, Boulos afirmou que Lula havia apresentado sua documentação enquanto o adversário não teria feito o mesmo até as 23h59. “O prazo era 23:59. Acabou! Lula entregou todos os sigilos abertos ao TSE. Flávio não entregou nada. Fugiu como um rato porque deve. E deve muito! AGORA O BRASIL SABE QUEM É O LADRÃO!”, escreveu. A acusação de que Flávio “deve” e a expressão “ladrão” são declarações políticas de Boulos, não constatações judiciais.
A disputa pelos sigilos começou depois de Lula desafiar Flávio, durante debate presidencial, a permitir a divulgação de informações bancárias, fiscais e telefônicas. O petista posteriormente protocolou autorização envolvendo também familiares e pessoas jurídicas relacionadas a ele. Flávio respondeu impondo condições adicionais, que incluíam novos documentos e informações ligados ao presidente. A campanha de Lula afirmou ter aceitado as exigências, e representantes dos dois lados chegaram a um acordo no TSE para viabilizar a abertura das informações.
Boulos também mostrou em seu Instagram a entrega ao Tribunal de todos os documentos apresentados pela campanha de Lula. Assim, a crítica do aliado do presidente não é simplesmente sobre a autorização para que os sigilos sejam quebrados, mas sobre a apresentação efetiva das informações dentro do prazo estabelecido.
Com o segundo turno na reta final, a disputa pelos sigilos se tornou mais uma frente do confronto entre as campanhas. Boulos transformou o fim do prazo em munição contra Flávio e buscou explorar politicamente a diferença entre autorizar a divulgação e efetivamente apresentar os dados.