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Bolsonaro promete solução em breve para perda de renda de servidores

O presidente também exaltou medidas como corte de impostos e a criação do Pix, o sistema de pagamentos instantâneos criado em 2020

Por FolhaPress 17/05/2022 3h17
Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil

José Matheus Santos, Eliene Rodrigues e Lisandra Paraguassu

Diante da insatisfação dos servidores públicos com o reajuste de 5% oferecido pelo governo federal, o presidente Jair Bolsonaro disse nesta terça-feira (17) que lamenta a perda do poder aquisitivo do funcionalismo e prometeu uma recuperação “em breve”. Bolsonaro não falou em reajuste salarial, mas disse que haverá melhora no poder aquisitivo, em especial para a Polícia Rodoviária Federal.

“Lamentamos a perda do poder aquisitivo por causa da política do fique em casa, a economia a gente vê depois, e de uma guerra lá fora. Mas estamos voltando à normalidade. Lamentamos o poder aquisitivo dos servidores públicos, mas tenho certeza que brevemente isso será recuperado, em especial a Polícia Rodoviária Federal, que está nos acompanhando neste momento”, afirmou, em discurso na cidade de Propiá, no Sergipe, onde foi inaugurar a duplicação de um trecho de 40 quilômetros da BR 101.

O presidente também exaltou medidas como corte de impostos e a criação do Pix, o sistema de pagamentos instantâneos criado em 2020. Bolsonaro, no entanto, disse que qualquer usuário que opere no Pix passaria a ser um microempresário.

“Além de diminuir impostos em vários produtos da cesta básica e zerar imposto do óleo diesel, também criamos o Pix, onde cada um que, porventura, passe a operar o Pix, passou a ser um microempresário. Fazemos um governo, apesar dos poucos recursos e dos problemas, de realizações”, afirmou.

De acordo com dados do site do Banco Central, o Pix conta com mais de 126,5 milhões de usuários cadastrados. As microempresas têm faturamento anual de até R$ 360 mil e empregam até 9 pessoas no comércio e serviços ou 19 pessoas no setor industrial.

Bolsonaro planejou dar reajustes, neste ano de eleições, apenas às Polícias Federal e Rodoviária Federal, que considera parte de sua base eleitoral. No entanto, a reação de servidores de várias áreas, que chegaram a entrar em greve -em especial do Banco Central-, forçou o governo a distribuir os recursos previstos no Orçamento para todos os servidores, o que levou a um reajuste de apenas 5%.

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A decisão, no entanto, continuou a não agradar, por não repor nem mesmo a inflação dos últimos 12 meses, e ainda insuflou uma revolta na PF, que cobra a reestruturação da carreira -com aumentos salariais correspondentes- prometida por Bolsonaro.

Por causa das eleições gerais de outubro, o governo está proibido por lei de dar reajustes maiores que a inflação aos servidores.








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