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Política & Poder

Até o PEN fala em concorrer ao Buriti em 2014

Arquivo Geral

04/11/2013 8h00

O Partido Ecológico Nacional (PEN) foi um dos que mais perdeu espaço após a janela de transferências partidárias, que se encerrou no dia 5 de outubro. Logo que foi fundada, a sigla recebeu os distritais Luzia de Paula, ex-PPS, Israel Batista (PV), ex-PDT, e a Doutor Michel (PP), ex-PSL. 

 

Acabou apenas com Luzia, perdendo a força na Casa. Apesar da queda no número parlamentares, o presidente regional do PEN, Alírio Neto, afirma que tudo faz parte de um plano e que hoje o partido é forte, digno de  convites de coligação e com potencial para, quem sabe, eleger por conta própria dois deputados e até para ter um candidato ao governo do Distrito Federal, se assim quiser a Executiva Nacional.

 

Coalizões indefinidas

 

Alírio revela que o partido ainda não definiu quais as alianças que fará para 2014 e assegura que a decisão de não ter Israel e Michel no partido foi prevista. Pretendia-se atrair nomes de menor expressividade, mas com votação considerada suficiente para que no somatório o PEN tenha coeficiente para eleger pelo menos um distrital. 

 

“Desde o momento em que ingressaram no partido os dois deputados já tinham como certas suas saídas. Para que fosse possível a renovação não podíamos continuar com os ‘tubarões do voto’ – candidatos com grande número de eleitores. Foi tudo pela renovação da política local”, declara o presidente regional do PEN.

 

Mesmo  contando com a distrital Luzia de Paula, Alírio explica que não haverá preferências por esse ou aquele futuro candidato até as primeiras semanas das eleições. “Não há a intenção de privilegiar ninguém. Já temos um acordo com uma empresa de pesquisa, que 30 dias depois de iniciada as campanhas eleitorais vai realizar uma pesquisa para ver quem tem maiores chances de ser eleito. Só então potencializaremos alguém”, explica Alírio.

 

Candidato não falta

 

De acordo com o secretário de Justiça, o PEN conta hoje com 83 pré-candidatos à Câmara Legislativa, sendo 30 mulheres, mas todos pouco conhecidos e que nunca tiveram mandatos, com exceção de nome como do diretor do Procon-DF Todi Moreno ou da carateca Carla Andressa.

 
Coligações para 2014 ainda são um mistério
 
Alírio conta que seu partido, mesmo  fazendo parte da composição do governo Agnelo Queiroz, não definiu com quem fará coligações para o pleito do ano que vem, pois  aguarda  posicionamento da Executiva Nacional.
 
“Temos recebido muitos convites para coligações, mas ainda não decidimos, já que o partido deverá concorrer com um candidato à presidência da República e em todos os estados a governador”, conta Alírio, que em breve pode ser  mais um pré-candidato ao governo do Distrito Federal: “Não sei se tenho essa bala na agulha para isso, mas se a decisão vier de cima vamos para cima, ver o que dá”, anuncia Alírio.
 
Partido sem donos
 
“Não vou impor nada, pois somos um partido democrático. O PEN está ai para fazer uma política nova e é um partido sem donos”, conclui o secretário.
 
Leia mais na edição digital desta segunda-feira.

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