O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, durante ato de campanha em Santa Catarina, que vai combater com penas mais severas os crimes relacionados às agressões às mulheres. Falando aos homens da plateia, Lula disse que é também da responsabilidade deles o combate ao feminicídio.
“O recado que posso dar para os homens de bem para ajudar na campanha porque a luta não é só das mulheres, é nossa também. Aquele homem que agride uma mulher deve lembrar que não nasceu da terra, nasceu na barriga de mulher”, disse.
Lula convocou, ainda, os sindicalistas homens da plateia para que quando forem fazer discurso para campanha salarial, falarem sobre o feminicídio e defenderem as mulheres. “As leis vão ser cada vez mais duras, vamos aumentar a pena”, disse.
Lula defendeu ainda que o voto em candidatas mulheres que o apoiam. “Mulher tem de votar em mulher nas eleições, mas do nosso time. Não do adversário, porque se não vai colocar uma raposa para cuidar do galinheiro”, afirmou.
O candidato à reeleição voltou a falar em investimento em educação e tecnologia em seu eventual próximo governo. Segundo ele, os recursos oriundos da exploração de petróleo na Margem Equatorial devem ser dedicados, em grande parte, nesses setores
“Vai ser o novo passaporte para o futuro, porque o dinheiro desse petróleo será para a educação, para formar os gênios desse País. Não queremos IA com língua chinesa ou inglesa, queremos a IA em língua portuguesa. Nossa guerra não é dos Estados Unidos e da China é para formar nossos meninos e meninas”, afirmou Lula. “Agora a escolha é entre o cara que distribui balas e aquele que distribui livros, o cara que destrói empregos e aquele que constrói empregos.”
Lula pontuou ainda que seis universidades federais em Santa Catarina, cinco foram construídas em seu mandato. “O torneiro mecânico que fez, não foi o militarismo deles. Criamos o Pé-de-Meia para ajudar os estudantes. A elite que domina o Brasil nunca quis que o nosso povo estudasse”, disse. Lula afirmou, ainda, que os gastos com um aluno no curso de engenharia são menores que os custos para manter um presidiário
“Numa universidade de engenharia espacial se gasta R$ 20 mil por ano por aluno. Sabe quanto custa um preso? R$ 35 mil por ano. A escolha não precisa de muita inteligência: ao invés de construir cadeia é melhor construir escola. Eu não discuto reduzir a maioridade penal, eu quero aumentar o tempo em que o jovem fica na escola. Cuidar do futuro do País é investir em educação em saúde.”
Estadão Conteúdo