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Após Moro, Podemos oficializa filiação de Santos Cruz nesta quinta

O evento de filiação contará com a participação dos presidentes estaduais do partido, que também deverão discutir estratégias para a campanha de 2022

Por FolhaPress 24/11/2021 8h14
Brasília – O secretário nacional de Segurança Pública, general Carlos Alberto Santos Cruz, durante reunião com secretários de Segurança Pública dos estados (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

LUCAS VALENÇA
BRASÍLIA, DF

Com a presença do ex-juiz e agora presidenciável Sérgio Moro, o Podemos irá filiar o general Carlos Alberto dos Santos Cruz, também ex-ministro e desafeto do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), nesta quinta-feira (25), em Brasília.

O evento de filiação contará com a participação dos presidentes estaduais do partido, que também deverão discutir estratégias para a campanha de 2022. Amigo próximo de Moro, Santos Cruz é entendido no Podemos como uma forma de fortalecer o discurso de campanha do partido em uma provável disputa presidencial.

Há quem entenda que a união do ex-juiz responsável pelos casos da operação Lava Jato de Curitiba com um militar quatro estrelas reforça os valores da legenda. Santos Cruz foi o terceiro ministro a deixar o cargo na atual gestão. O militar deixou o Planalto após uma disputa com o vereador carioca Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente.

O ex-ministro da Secretaria de Governo foi o responsável por tentar encontrar alternativas, enquanto estava no governo, para conter o vazamento da invasão ao celular de Moro, que acabou gerando a operação Spoofing. Em junho de 2019, em uma reunião sigilosa no Quartel-General do Exército, sete generais com influência no alto comando do Exército, entre eles Santos Cruz, se reuniram para tratar da então suspeita de invasão.

No encontro, duas ferramentas foram apresentadas como forma de contrainformação. Uma delas era o poderoso sistema espião Pegasus, defendido pelo gabinete paralelo, sob influência de Carlos Bolsonaro. Ao UOL, em declaração à época, uma fonte que esteve na reunião relatou que Cruz teria feito críticas à ferramenta. Sete dias depois da reunião, a demissão do general foi publicada no Diário Oficial da União.

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