O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, afirmou nesta quarta-feira (14/10) que o senador e candidato Flávio Bolsonaro vai insistir na aprovação da PEC das horas trabalhadas caso a escala 6×1 seja abolida.
Segundo Cavalcante, o tema será tratado após as eleições. “Lógico. Nós não vamos abrir mão das nossas convicções, porque está dando mais liberdade ao trabalhador para ele escolher qual modelo ele quiser”, disse o deputado aos jornalistas no Congresso.
A proposta de emenda à Constituição, de autoria do senador Rogério Marinho (PL), permite que o empregado opte entre o regime tradicional da CLT e um sistema de salário baseado nas horas efetivamente trabalhadas.
O texto prevê uma negociação direta entre o trabalhador e o empregador e, conforme o líder do PL, pode resultar em redução salarial dependendo dos termos do acordo.
O deputado afirmou que o modelo não incluiria direitos como o décimo terceiro salário e férias remuneradas. “A PEC não é CLT, você tem que mudar o chip”, disse Cavalcante.
A oposição deve liberar suas bancadas no Senado para a votação da PEC que acaba com a escala 6×1. A expectativa é que a proposta seja votada em primeiro e segundo turnos ainda nesta quarta.