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Após denunciar Covaxin, deputado Luis Miranda diz se sentir perseguido

O deputado ainda afirmou que teme uma possível articulação bolsonarista para retirá-lo do cargo e que se sente “sangrando”

Por Geovanna Bispo 17/09/2021 5h49
Foto: Agência Brasil

Após denunciar à Comissão Parlamentar de Inquérito possíveis irregularidades no contrato de compra do imunizante Covaxin contra a covid-19 pelo Ministério da Saúde, o deputado Luis Miranda (DEM-DF) disse que, desde então, se sente perseguido.

Atualmente, Miranda passa por uma representação por quebra de decoro, que corre no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados e está em fase de análise pelo relator, o também deputado Gilberto Abramo (Republicanos).

“O que eu esperava, era que a denúncia fosse arquivada, pois todas as informações prestadas na denúncia são falsas e ainda por cima, tudo que denunciamos, hoje está provado que salvamos o Brasil de um golpe bilionário”, disse Miranda, nesta sexta-feira (17).

O deputado ainda afirmou que teme uma possível articulação bolsonarista para retirá-lo do cargo e que se sente “sangrando”. “Sangrando por ter feito o que todos os eleitores sempre cobraram dos seus parlamentares, que é combater a corrupção”, completou.

Covaxin

As supostas irregularidades da Covaxin se tornaram públicas quando Luis Miranda e seu irmão, Luis Ricardo Miranda, que é servidor do Ministério da Saúde, teria sofrido “pressões” para acelerar o processo de aprovação do contrato de aquisição, mesmo que ele tivesse diversos problemas.

Outro ponto levantado pelos irmãos foi uma reunião que eles tiveram com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), onde o deputado teria levado pessoalmente o problema ao chefe do Executivo. Na época, de acordo com Miranda, Bolsonaro teria prometido investigar o caso, mas que ele já sabia que aquilo era “coisa de outra pessoa”.

Durante depoimento à comissão, após muita pressão, Miranda acabou apontando o deputado federal e líder do governo federal na Câmara Ricardo Barros (PP-PR).

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