Jornal de Brasília

Informação e Opinião

Política & Poder

Após debandada na Economia, Bolsonaro visita Paulo Guedes

Interlocutores do presidente descartam demissão e dizem que o encontro é um aceno a ministro

Por FolhaPress 22/10/2021 2h58
Foto: Agência Brasil

Marianna Holanda e Bernardo Caram

Após a demissão de secretários da Economia e boatos de que Paulo Guedes poderia deixar o governo, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) faz uma visita fora da agenda nesta sexta-feira (22) ao titular da Economia. A previsão era que Bolsonaro fosse ao gabinete de Guedes acompanhado da ministra da Secretaria de Governo, Flávia Arruda, que lidera a articulação política do governo.

Interlocutores do presidente descartam demissão e dizem que o encontro é um aceno a ministro. A ala política do governo ganhou queda de braço travada nas últimas semanas com a equipe econômica, e o governo propôs uma manobra que altera a fórmula de cálculo para o teto de gastos, regra que limita o crescimento das despesas públicas federais.

A medida deve abrir um espaço no Orçamento de 2022 de mais de R$ 80 bilhões. Com isso, o governo Bolsonaro espera pagar o Auxílio Brasil, sucessor do Bolsa Família, de R$ 400, e um auxílio combustível para caminhoneiros.

Na noite desta quinta-feira (21), houve uma debandada na equipe de Guedes, depois da oficialização de uma manobra para driblar a regra constitucional do teto de gastos. Quatro secretários da equipe econômica pediram demissão por discordarem das decisões.

O maior representante da área que controla o Orçamento do governo, abaixo de Guedes, é o secretário especial do Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal. Ele e o secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt –subordinado a Funchal–, pediram exoneração dos cargos.

O Ministério da Economia afirmou que também deixarão os cargos a secretária especial adjunta do Tesouro e Orçamento, Gildenora Dantas, e o secretário-adjunto do Tesouro Nacional, Rafael Araujo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A debandada ocorreu após semanas de escalada da pressão do Palácio do Planalto sobre a equipe econômica por mais recursos, e horas após a formalização de uma proposta do governo para driblar o teto de gastos, regra que limita o crescimento das despesas públicas federais.








Você pode gostar