A visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva amanhã (19) a Minas Gerais – colégio eleitoral estratégico para a candidatura da ministra Chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff – ocorre em um cenário de indefinições quando aos nomes dos candidatos ao governo estadual pelo PT e PMDB.
Para petistas e peemedebistas a definição local é fundamental para viabilizar a aliança nacional. A própria líder do governo no Congresso, senadora Ideli Salvatti (PT-SC), disse à Agência Brasil que no seu partido “todo mundo tem convicção da importância estratégica de Minas Gerais” nas eleições presidenciais.
No PT, o ministro do Desenvolvimento Social e Combate a Fome, Patrus Ananias, e o prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, já lançaram suas pré-candidaturas, mas ainda não foi escolhido do candidato oficial. Os peemedebistas defendem o nome do ministro das Comunicações, Hélio Costa. A líder do governo considerou pouco provável qualquer interferência, neste momento, do presidente Lula ou da ministra na sucessão do governador Aécio Neves (PSDB).
Animado com sua pré-candidatura ao governo mineiro, Patrus Ananias afirmou, ainda, que duas pessoas serão fundamentais a qualquer decisão que venha tomar: o presidente Lula e o vice-presidente, José Alencar. Para ele, a decisão sobre a aliança em Minas Gerais deve acontecer entre março e abril quando haverá condições de “aferir de uma forma ampla, que não seja só pesquisas quantitativas e qualitativas, a preferência do eleitorado”.
O prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, também foi procurado pela Agência Brasil para conversar sobre sua pré-candidatura ao governo do estado. No entanto, até às 15h50 desta segunda-feira, não retornou as ligações.
“O problema é que teremos que fazer um acerto para o governo do estado sem ter possibilidade de negociação das vagas ao Senado. Com as possíveis candidaturas de José Alencar e Aécio Neves ao Senado, qualquer outra candidatura deixa de ser de altíssimo risco e passa a ser praticamente uma missão impossível”, disse Salvatti.
O líder do PT na Câmara, Cândido Vaccarezza (SP), disse que há tempo para discutir a aliança em Minas. “Não é do feitio do presidente a pressa exagerada ou posições bombásticas. Ele é muito paciente. Ele vai fazer o processo de convencimento e não de atropelo”, ressaltou.