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Política & Poder

Aliados de Lula veem vitória do PT e de democratas em ‘midterms’ como mudança de rota

Segundo diplomatas ouvidos pela reportagem, a derrota de Trump nos EUA e o fracasso de um aliado dele no Brasil demonstram que a política de fortalecimento do unilateralismo

Redação Jornal de Brasília

06/11/2026 21h25

topshot us vote new york

Foto: Timothy A. Clary/ AFP

Brasília, 06 – Integrantes do governo do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), acreditam que a derrota do Partido Republicano nas “midterms” nos Estados Unidos e a vitória do PT no Brasil podem representar a nível mundial uma mudança no rumo de corrosão do multilateralismo, apurou o Broadcast Político, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

Segundo diplomatas ouvidos pela reportagem, a derrota de Trump nos EUA e o fracasso de um aliado dele no Brasil demonstram que a política de fortalecimento do unilateralismo, promovida pelo republicano neste segundo mandato, pode ter chegado ao fundo do poço. Daqui para frente, o campo para o fortalecimento do multilateralismo seria mais forte.

Os Republicanos perderam a maioria que tinham tanto na Câmara dos Representantes quanto no Senado nas eleições de meio de mandato, realizadas na última terça-feira, 3. O resultado (a perda da maioria republicana) vinha sendo esperado, mas a intensidade com que se deu surpreendeu políticos e analistas. O próprio presidente norte-americano, Donald Trump, reconheceu a derrota e disse, em entrevista ao The New York Times na noite das “midterms”, que os democratas “fizeram um bom trabalho”.

É nesse contexto de derrota de Trump e vitória de Lula no Brasil que o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, deve se reunir com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, na próxima semana durante a cúpula do G7, em Marselha, como informou o Broadcast Político. Será a primeira reunião entre os dois depois da vitória petista no Brasil e democrata nos Estados Unidos..

Lula viajará na próxima semana à Turquia, onde participa da COP31, e às Filipinas, onde vai à cúpula da Asean. Ministros do Meio Ambiente, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, das Relações Exteriores e de Minas e Energia devem fazer parte da comitiva.

Será o primeiro discurso internacional de Lula após ter sido reeleito presidente da República. Auxiliares do presidente consideram que essa fala na COP31, evento de discussão de medidas para o enfrentamento às mudanças climáticas, é “muito importante simbolicamente para a política” do atual presidente.

O Broadcast Político apurou que Lula deve repetir o mantra de seus discursos em fóruns internacionais: defender o multilateralismo, as medidas de combate ao desmatamento e a transição energética. Por se tratar de um evento focado nas mudanças climáticas, também deve falar sobre o fundo voltado à preservação das florestas tropicais, o TFFF, e sobre as NDCs (Contribuições Nacionalmente Determinadas, na sigla em inglês) de redução dos gases de efeito estufa para cumprimento do Acordo de Paris.

Lula emendará a viagem à Turquia com a ida às Filipinas para participar da cúpula da Asean. Deve ser recebido pelo presidente Ferdinand Romualdez Marcos Jr., conhecido como Bongbong Marcos. Também pode ter reuniões bilaterais com outros chefes de Estado asiáticos. A volta ao Brasil está prevista para o dia 16 de novembro.

Estadão Conteúdo 

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