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Política & Poder

Advogado tinha ligação com PCC, mas Adélio Bispo agiu sozinho em ataque a Bolsonaro, diz PF

A corporação solicitou o arquivamento do inquérito que apura a facada, e deflagrou uma operação contra o advogado

Redação Jornal de Brasília

11/06/2024 10h23

Foto: Divulgação/2ºBPM

A Polícia Federal realiza nesta terça-feira, 11, uma operação contra o advogado Fernando Costa Oliveira Magalhães por possível ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Magalhães foi advogado de Adélio Bispo, autor da facada no ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante a campanha em 2018, em Juiz de Fora, Minas Gerais. A PF apurou, no entanto, que não há relação entre a tentativa de assassinato e a organização criminosa.

A Polícia Federal concluiu, mais uma vez, que Adélio agiu sozinho. A corporação solicitou o arquivamento do inquérito que apura a facada, e deflagrou uma operação contra o advogado. O relatório final do caso Adélio foi apresentado à Justiça, que decidirá sobre o andamento das investigações.

“Durante as diligências, foram cumpridos mandados de busca e apreensão para nova análise de equipamentos eletrônicos e documentos. Outros possíveis delitos foram descobertos, relacionados a um dos advogados de defesa do envolvido no ataque, mas sem qualquer ligação com os fatos investigados”, explicou a PF, em nota.

A ação contra Magalhães foi batizada de operação Cafua, e tem o objetivo de apurar os crimes de lavagem de dinheiro e de organização criminosa. Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, nesta manhã, nos municípios mineiros de Pará de Minas, Lagoa Santa e São José da Lapa.

Também foram cumpridos mandados judiciais que determinavam a lacração e a suspensão das atividades de 24 estabelecimentos comerciais e a indisponibilidade de bens de 31 pessoas físicas e jurídicas no montante de R$ 260 milhões.

Estadão conteúdo

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