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Política & Poder

82% das promessas de campanha registradas no TSE foram concluídas, diz GDF

Arquivo Geral

02/01/2018 17h44

A secretária de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag), Leany Barreiro de Sousa Lemos, recebeu a imprensa hoje para falar sobre a execução do plano de governo 2015 – 2018 do GDF. Foto: João Stangherlin

Rafaella Panceri
redacao@grupojbr.com

Das 467 promessas de campanha feitas em 2015 pelo governador Rodrigo Rollemberg (PSB), 82% estão em andamento ou já foram concluídas, 15% não foram sequer iniciadas e 3% estão em processo de avaliação para serem colocadas em prática. A área em que o governo mais falhou, em três anos de gestão, foi a educação. Das 65 ações prometidas e registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em julho de 2015, 20 não foram cumpridas até hoje. Meio ambiente teve 100% dos compromissos honrados, segundo balanço secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag).

A justificativa do governo para o não cumprimento de 31% das metas em educação foi mudança de estratégia, de acordo com a secretária da Seplag, Leany Lemos. A construção de 369 creches estava nos planos, mas o governo percebeu que o trâmite para obter licença ambiental, desenhar os projetos, contratar empresas e construir as unidades levaria até cinco anos para ser concluído. Por isso, o GDF buscou alternativas.

“É um processo muito lento. Conseguimos ampliar o número de vagas em escolas públicas e aproveitamos as vagas ociosas em escolas privadas, oferecendo até R$ 500 por criança às instituições”, afirma Leany Lemos. O resultado foi o aumento no número de matrículas. Segundo a secretária, em três anos cerca de 12 mil crianças de zero a cinco anos conseguiram vagas.

Segundo a secretária, até hoje, 23 creches e seis centros de educação infantil foram construídas e seis creches estão em construção. O número está longe do prometido em julho de 2015, mas o resultado é visto de maneira positiva pelo governo. “Educação tem o maior percentual de ações não concluídas, mas é a área com maior número de ações [65]”, aponta.

Mobilidade

Outra área carente de promessas cumpridas foi mobilidade urbana. A expansão do metrô, promessa de campanha, não foi à frente, segundo o GDF, porque esse investimento dependia de repasses do Governo Federal. Ao menos a licitação deve sair até dezembro de 2018, segundo estimativa da Seplag. O governo deu prioridade à modernização das estações e trens já existentes porque a expansão custa caro. “Para dois quilômetros de metrô, precisaríamos de R$ 300 milhões”.

Salários

O reajuste salarial para servidores do GDF está fora dos planos até dezembro de 2018. “Para fazer isso, precisaríamos de uma receita continuada de R$ 2 bilhões ao ano. Hoje, a única solução seria aumentar impostos. E o governo não fará isso”, enfatiza a secretária. Hoje, 77% da receita do governo é destinada a salários e benefícios, contra 20% de custeio, 2% de investimentos e 1% de dívidas. “Nosso desafio tem sido fazer mais com o que a gente já tem”, avalia a secretária.

A prioridade do governo em 2018, segundo a secretária, é concluir grandes projetos já iniciados, como as obras da Saída Norte, o encerramento das atividades do Lixão da Estrutural, a construção do Hospital da Criança, a expansão do ensino integral e a integração dos ensinos médio e profissionalizante. O orçamento anual, de R$ 42,4 bilhões, deve receber reforços da ordem de R$ 1,2 bilhão do Instituto de Previdência dos Servidores (Iprev). A emenda deve ser votada na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) em janeiro. Deste total, R$ 500 milhões serão destinados a investimentos. “A prioridade é a educação e há R$ 287 milhões para essa área”, revela a secretária da Seplag.

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