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Vulcão Kelud, na Indonésia, registra aumento de temperatura e terremotos

Por Arquivo Geral 03/11/2007 12h00

Centenas de terremotos vulcânicos abalaram ontem à noite o vulcão Kelud, treatment no leste da ilha indonésia de Java, hospital onde a temperatura do lago da cratera chegou ao nível mais alto já registrado, confirmaram hoje fontes oficiais.

“A água do lago situado na cratera do Kelud chegou a 45,9 graus, a uma profundidade de 15 metros, e a 43,9 graus na superfície”, disse à Efe Pak Jajang, um porta-voz do Centro de Observação do Kelud.

Na sexta-feira, a água, a 15 metros, estava a uma temperatura de 40,4 graus, mais de cinco abaixo da registrada hoje. A evolução mostra que o aquecimento da superfície aumenta rapidamente. A temperatura do Kelud é superior à qual registrada antes da última erupção do vulcão, em 1990.

Além disso, segundo Jajang, os terremotos vulcânicos são contínuos. “De meia-noite de ontem até as 6h da manhã de hoje foram 165 terremotos superficiais e 38 vulcânicos, com uma amplitude entre 0,5 e 10 graus”, relatou.

Pak Surono, diretor do centro de Vulcanologia e Gestão de Riscos Geológicos de Bandung, disse ontem à noite que “os terremotos são tantos que os técnicos perderam a conta”.

Segundo o jornal “The Jakarta Post”, só na tarde da sexta-feira foram mais de seiscentos tremores.

Sugeng Haryadi, chefe dos serviços de emergência de Blitar, disse que 80% dos moradores na zona de maior perigo foram afastados.

As autoridades, que desde que o dia 16 de outubro enfrentam dificuldades para convencer a população a abandonar seus lares, viu que finalmente os moradores estão dispostos a procurar os refúgios. Eles agora observam sinais de iminência da erupção.

“O ar ficou muito úmido, os insetos pararam de emitir seus ruídos, os pássaros voam muito perto da terra e os moradores afirmam ter ouvido uma voz sobrenatural vindo do Kelud, avisando que a lava virá em breve”, explicou.

O Kelud, uma montanha de 1.713 metros de altura, é considerado um dos dez vulcões mais perigosos do mundo. Sua erupção de 1919 matou cerca de 5 mil pessoas.






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