O porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, reiterou hoje a linha de “transparência” da Igreja para enfrentar as denúncias de casos de padres pedófilos e assegurou que “não se sente assediado” pela maneira com que a imprensa trata o tema.
Lombardi, em um encontro com a imprensa, acrescentou que o Vaticano está atuando de maneira “gradual” para o fim dos casos de pedofilia, levando em conta as experiências em algumas dioceses nas quais ocorreram casos deste tipo.
Sobre as declarações do secretário de Estado do Vaticano, o cardeal Tarcisio Bertone, no Chile, de que o papa adotará novas medidas contra o problema, “que não deixará de surpreender”, Lombardi disse que entre essas medidas podem ser incluídas “visitas apostólicas”, inspeções em dioceses – como as ordenadas na Irlanda – encontros com vítimas e aprofundamento das medidas de prevenção.
Perguntado se a Santa Sé se sente “assediada” pela imprensa pelas informações, comentários e acusações sobre os casos de abusos sexuais de menores por sacerdotes, o porta-voz disse que ele só pode falar sobre si próprio e que não se sente assediado.
Sobre a campanha iniciada por cientistas britânicos pedindo a prisão do papa Bento XVI pelos escândalos quando visitar o Reino Unido em setembro, Lombardi disse que não tinha nada a dizer sobre o assunto, mas assegurou que se trata de uma iniciativa para chamar atenção.