MARCELO TOLEDO
RIBEIRÃO PRETO, SP (FOLHAPRESS)
As fortes chuvas que atingem Roraima desde o fim de maio deixaram 9 dos 15 municípios do estado em situação de emergência e isolaram comunidades.
Rorainópolis, Alto Alegre, Caracaraí, Mucajaí, Normandia, Uiramutã, Amajari, Bonfim e São Luiz do Anauá decretaram situação de emergência, e outros dois municípios Caroebe e Iracema devem seguir o mesmo caminho.
Neste final de semana, há 66 pontos críticos registrados no estado, que provocaram o isolamento em mais de 45 comunidades no interior roraimense. Pelo menos 50 mil pessoas foram afetadas pelos problemas decorrentes das chuvas.
Segundo o governo estadual, os maiores volumes pluviométricos se concentraram nas regiões norte e sul de Roraima e, em algumas das cidades atingidas, o índice acumulado chegou a 50 milímetros por dia. Isso fez aumentar o risco de alagamentos e transbordamentos de igarapés e rios.
Em Bonfim, a água levou três pontes e deixou mais de 7.000 pessoas sem acesso por terra, o que tornou necessário levar alimentos por embarcações.
No estado foi necessário também o uso do helicóptero do governo para transportar emergencialmente três crianças de comunidades isoladas, uma das quais vítima de picada de cobra. As demais tinham síndrome respiratória e uma fratura no braço.
Em seis municípios (São Luiz do Anauá, Mucajaí, Rorainópolis, Uiramutã, Bonfim e Normandia), 11 bloqueios foram registrados devido a trechos submersos, pontes destruídas ou rompimento de bueiros, segundo o Governo de Roraima.
De acordo com o estado, o nível do rio Branco chegou a 8 metros nesta semana, abaixo do recorde histórico para o mês, de 10,28 metros, mas o suficiente para provocar problemas às comunidades.
A orientação do estado é que os moradores evitem áreas de risco e não tentem passar por pontes, estradas ou estruturas que indiquem sinais de comprometimento, além de evitar locais alagados devido ao risco de contaminação da água e de possíveis doenças.
O cenário climático em Roraima ocorre dois meses depois de o estado ter liderado, em março, o número de focos de incêndio no Brasil, concentrando mais de um terço do total registrado no país.