O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, considerou “uma loucura” que o escândalo do Watergate tenha derrubado a presidência do republicano Richard Nixon, e argumentou que o caso de espionagem política teria dominado as manchetes por apenas algumas horas se acontecesse hoje.
“Acho que seu legado histórico passa por uma espécie de renascimento, e acho que merecidamente”, disse Vance na quinta-feira durante uma visita à Biblioteca e Museu Presidencial Richard Nixon, na Califórnia.
“Se o Watergate acontecesse amanhã, seria notícia por 12 horas. A ideia de que isso teria derrubado um presidente é uma loucura”, acrescentou Vance, um potencial candidato à presidência em 2028.
O comentarista democrata David Axelrod respondeu no X que a opinião de Vance “diz muito sobre a degradação moral e ética da era (de Donald) Trump”.
O escândalo do Watergate começou em junho de 1972 com a prisão de cinco homens flagrados invadindo a sede do Partido Democrata, localizada no complexo de escritórios Watergate, em Washington.
Nixon, que na época buscava um segundo mandato, foi reeleito com folga em novembro daquele ano.
Investigações posteriores do The Washington Post revelaram uma ampla operação de espionagem política e uma conspiração para acobertar os fatos, orquestrada nos mais altos escalões da Casa Branca.
Após uma longa batalha judicial e enfrentando um iminente processo de impeachment no Congresso, Nixon renunciou em 1974, tornando-se o único presidente dos Estados Unidos a renunciar ao cargo.
AFP