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UE estabelece novas sanções contra colonos israelenses após mudança de governo na Hungria

“Está feito. A União Europeia sanciona as principais organizações israelenses culpadas de apoiar atividades extremistas e violentas de assentamentos na Cisjordânia, assim como seus líderes”

Redação Jornal de Brasília

11/05/2026 11h05

Foto: AFP

Os ministros das Relações Exteriores da União Europeia concordaram, nesta segunda-feira (11), com novas sanções contra colonos israelenses extremistas pela violência contra palestinos na Cisjordânia, após o novo governo da Hungria ter encerrado meses de impasse.

“Está feito. A União Europeia sanciona as principais organizações israelenses culpadas de apoiar atividades extremistas e violentas de assentamentos na Cisjordânia, assim como seus líderes”, anunciou o ministro das Relações Exteriores francês, Jean-Noël Barrot, nas redes sociais.

“Esses atos extremamente graves e intoleráveis devem cessar imediatamente”, acrescentou.

Israel condenou imediatamente a decisão de Bruxelas como “arbitrária”.

“A União Europeia optou, de forma arbitrária e política, por impor sanções a cidadãos e entidades israelenses por suas opiniões políticas e sem qualquer fundamento”, escreveu o ministro das Relações Exteriores, Gideon Saar, em comunicado.

A medida é uma resposta ao aumento da violência e à expansão dos assentamentos na Cisjordânia, território ocupado por Israel, e havia sido bloqueada pelo ex-primeiro-ministro nacionalista húngaro Viktor Orbán até a vitória do novo chefe de Governo, Peter Magyar.

Pelo menos sete colonos ou organizações serão adicionados à lista de sancionados, disseram autoridades europeias. A UE também concordou em sancionar representantes do movimento islamista palestino Hamas.

A violência na Cisjordânia, ocupada por Israel desde 1967, se intensificou desde o ataque do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023, o qual desencadeou a guerra em Gaza.

Embora haja consenso na União Europeia sobre a aplicação de sanções contra colonos israelenses extremistas, ainda não existe um consenso entre os Estados-membros do bloco para a adoção de medidas adicionais contra Israel, como a restrição das relações comerciais.

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