A União Europeia (UE) aprovou nesta segunda-feira o congelamento de bens em território comunitário do ex-presidente egípcio Hosni Mubarak e de outros 18 parentes identificados por práticas corruptas.
A decisão, aprovada pelos ministros de Exteriores comunitários, impõe “o congelamento de todos os fundos e recursos econômicos” que são propriedade ou são controlados por pessoas consideradas responsáveis da “apropriação ilegal de fundos públicos egípcios”, assinala um comunicado do Conselho da UE.
As sanções afetam também “pessoas naturais ou legais associadas” com esses supostos responsáveis, acrescenta a UE em comunicado.
A medida foi aprovada formalmente em um ponto sem debate pelo Conselho de Ministros de Exteriores comunitários após ter sido estipulada no final da semana passada por embaixadores dos países da UE.
No entanto, a decisão não inclui a proibição de vistos de entrada à União Europeia para as pessoas sancionadas, que é uma das medidas frequentes que costuma tomar Bruxelas.
As sanções entrarão em vigor nesta semana com sua publicação no Diário Oficial da UE.
Antes desta decisão, vários países europeus, como a França e Suíça (este último não membro da UE) já tinham aprovado de forma individual e a pedido do atual Governo egípcio o congelamento dos bens que pudessem ter Mubarak e membros de sua família em seus territórios.