SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste sábado (10) que pode rebatizar por decreto o oceano Atlântico ou o Pacífico para “oceano Trump” ou “oceano das Américas”, a exemplo do que fez com o golfo do México e o lago Ontário, na fronteira com o Canadá.
Trump alterou o nome como o governo americano deve se referir aos dois acidentes geográficos em meio a disputas com seus vizinhos ao norte e ao sul. A mudança teve pouco impacto internacional, embora empresas de tecnologia como o Google e a Apple tenham obedecido o decreto voluntariamente em seus serviços de mapas.
Em um comício no Tennessee em apoio a candidatos do Partido Republicano que concorrem nas eleições de meio de mandato, Trump disse: “Já temos o golfo e um lindo lago. Agora, alguém disse: você precisa de um rio”.
“Não quero mudar o nome do Hudson [rio em Nova York], é demais, Henry Hudson fez um ótimo trabalho navegando aquele negócio”, prosseguiu. “Então precisamos de um rio e de um oceano. Pensei no Atlântico ou no Pacífico. Podemos chamar de oceano Trump, ou oceano das Américas.” Trump foi aplaudido por apoiadores.
A lista de bens públicos rebatizados com o nome de Trump vem aumentando neste segundo mandato do republicano. O Instituto da Paz dos EUA, fundado em 1984 e financiado pelo Congresso americano, se tornou o Instituto de Paz Donald J. Trump. O Kennedy Center, importante centro cultural de Washington, passou a se chamar Trump Kennedy Center antes que uma decisão judicial ordenasse a retirada do nome do presidente da fachada do prédio.
Na Flórida, aliados de Trump rebatizaram uma rodovia e o aeroporto de Palm Beach em homenagem ao líder. Também em Washington, onde vários prédios públicos ganharam imensas fotografias do presidente em suas fachadas, o republicano pretende dar seu nome à nova ala da Casa Branca que está construindo e ao arco do triunfo que planeja erguer na capital.