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Trump diz que discutirá com presidente chinês venda de armas dos EUA para Taiwan

Presidente dos EUA afirmou que tratará de temas sensíveis com o líder chinês, incluindo apoio militar a Taiwan e libertação do empresário Jimmy Lai

Redação Jornal de Brasília

11/05/2026 15h14

Foto: AFP

Foto: AFP

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse, nesta segunda-feira (11), que conversará com seu homólogo chinês, Xi Jinping, sobre a venda de armas americanas para Taiwan, uma questão à qual Pequim se opõe.

“Vou ter essa conversa com o presidente Xi. O presidente Xi gostaria que não fizéssemos isso (a venda de armas para Taiwan). Esta é uma das muitas questões sobre as quais vamos conversar”, disse Trump a repórteres antes de viajar a Pequim esta semana.

Os Estados Unidos reconhecem apenas Pequim, mas sua legislação interna exige que o país forneça armas a Taiwan para que a ilha possa se defender.

Em virtude das chamadas “Seis Garantias” de 1982, um pilar central da política americana sobre Taiwan após a mudança de reconhecimento, os Estados Unidos declararam que não “consultariam” Pequim sobre as vendas de armas à ilha.

Trump pareceu minimizar a ideia de que a China tentaria tomar Taiwan aproveitando a redução das munições americanas depois que os Estados Unidos se uniram a Israel no ataque contra o Irã.

Após mencionar a invasão russa da Ucrânia, Trump disse sobre Taiwan: “Não acho que algo semelhante vá acontecer”.

“Acho que ficaremos bem. Tenho uma relação muito boa com o presidente Xi. Ele sabe que não quero que isso aconteça”, acrescentou.

Trump, porém, também observou que os Estados Unidos estão “muito, muito longe” de Taiwan, enquanto Xi “está a 67 milhas” (pouco mais de 100 km).

“É uma pequena diferença. Mas, sabe, há muito apoio a Taiwan, por parte do Japão e de países dessa região”, afirmou Trump, em referência ao crescente apoio a Taipé do governo conservador do Japão.

O arquipélago de Kinmen, controlado por Taiwan, fica a apenas dois quilômetros da costa chinesa, embora a ilha principal de Taiwan esteja a cerca de 160 quilômetros do território continental da China.

Trump também disse que voltará a pedir a Xi que liberte Jimmy Lai, o magnata da mídia pró-democracia de Hong Kong condenado em fevereiro a 20 anos de prisão, o que equivale praticamente a uma sentença de morte para o empresário doente, de 78 anos.

O republicano, no entanto, também pareceu demonstrar compreensão em relação à posição da China, que reprimiu duramente Hong Kong após os grandes protestos pró-democracia de 2019 na ex-colônia britânica.

“Ele causou muitos problemas à China”, disse Trump sobre Lai. “Ele tentou fazer a coisa certa. Não teve sucesso, foi para a prisão e as pessoas querem que ele saia”, afirmou.

AFP

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